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	<title>Arquivos Artigos - Walk4Good</title>
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	<description>Somos uma consultoria especializada em aconselhamento estratégico em ESG e sustentabilidade</description>
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	<title>Arquivos Artigos - Walk4Good</title>
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		<title>União Europeia propõe taxar voos internacionais por carbono</title>
		<link>https://walk4good.com.br/uniao-europeia-propoe-taxar-voos-internacionais-por-carbono/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[robertabenamor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 13:16:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão Europeia publicou uma proposta de revisão do sistema europeu de comércio de emissões que amplia a cobrança sobre voos internacionais que partem do bloco. A medida prevê incluir voos com destino a países fora da área econômica europeia situados até 5.000 quilômetros do centro geográfico da União Europeia, a partir de 2029. Tomando [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Europeia publicou uma proposta de revisão do sistema europeu de comércio de emissões que amplia a cobrança sobre voos internacionais que partem do bloco. A medida prevê incluir voos com destino a países fora da área econômica europeia situados até 5.000 quilômetros do centro geográfico da União Europeia, a partir de 2029. Tomando Frankfurt como referência, voos para Istambul e Dubai passariam a integrar o novo alcance do sistema, enquanto voos para o Extremo Oriente, os Estados Unidos, o Brasil, a Índia e a China continuariam fora dele.</p>
<p>A proposta gerou reação imediata das companhias aéreas. À margem do Farnborough Air Show, o presidente da Emirates, Tim Clark, afirmou a jornalistas que a medida representa uma dupla cobrança, já que o Corsia, esquema global de compensação de emissões da aviação civil, já está em vigor e é apoiado pelo setor como o caminho adequado para tratar do tema. A declaração ocorreu no momento em que outras companhias aéreas também passaram a se posicionar em defesa de um acordo único, em vez de regras regionais sobrepostas.</p>
<p>A IATA foi ainda mais direta. Em nota, a entidade classificou a proposta como a repetição de um erro histórico, já desacreditado mais de uma década atrás, e alertou que as consequências seriam prejudiciais, gerando atrito em torno da extraterritorialidade, desacelerando a descarbonização global e corroendo a competitividade europeia, com viajantes e empresas do continente arcando com o custo. A entidade defende que a Comissão concentre esforços em fortalecer o mecanismo internacional já existente.</p>
<h2>Um tema com histórico de atrito</h2>
<p>A disputa não é nova. Em 2012, a tentativa da União Europeia de cobrar emissões de todos os voos internacionais que operassem em seu território já havia provocado reação de companhias do Golfo. A Emirates estimou, na época, gastos de mais de 40 milhões de euros só naquele ano com licenças adicionais, valor que ultrapassaria meio bilhão de euros em nove anos, dado que mais de um quarto de suas operações envolvia voos de e para a Europa. O episódio terminou com o bloco recuando e limitando o sistema a voos dentro do próprio espaço econômico europeu, abrindo caminho para a negociação do acordo global junto à Organização de Aviação Civil Internacional, concluído em 2016.</p>
<p>A proposta atual tenta evitar repetir esse desgaste. Segundo análises do setor, o novo sistema europeu funcionaria como um complemento ao esquema internacional, e não como substituto, justamente para evitar que companhias sejam cobradas duas vezes pelas mesmas emissões. A revisão terá vigência de quatro anos e dependerá de uma reavaliação de sua implementação em 2032. Caso o programa se mostre ambicioso e bem-sucedido até lá, o alcance do sistema europeu poderia voltar a se restringir a voos dentro da área econômica europeia e para o Reino Unido, a Suíça e Gibraltar.</p>
<p>A leitura de dupla cobrança não é consenso. Organizações ambientais avaliam que a Comissão recuou diante da pressão do setor aéreo. A ONG Transport &amp; Environment chamou a proposta de passo tímido, apontando que ela prorroga até pelo menos 2032 a isenção sobre voos que partem do bloco, sob a justificativa de incentivar o mecanismo global, resultado que, segundo a entidade, fica aquém das próprias recomendações técnicas da Comissão, cuja avaliação publicada junto com a proposta concluiu que o esquema internacional não é uma alternativa crível e exige reforço significativo.</p>
<p>O órgão da aviação civil das Nações Unidas, por sua vez, alertou que a iniciativa europeia pode ter efeito oposto ao pretendido, comprometendo o acordo que exige que a maioria das companhias compense o aumento de suas emissões em voos internacionais, argumento que reforça a posição dos Estados Unidos, também críticos da proposta.</p>
<p>A proposta ainda precisa ser negociada entre o Parlamento Europeu e o Conselho, processo que deve se estender pelos próximos meses, com votação prevista para o outono europeu. O resultado final dependerá do equilíbrio entre a pressão do setor por previsibilidade e competitividade e a cobrança de organizações ambientais por uma resposta mais consistente com as metas climáticas do bloco.</p>
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		<title>Por que o ESG deixou de ser opcional?</title>
		<link>https://walk4good.com.br/por-que-o-esg-deixou-de-ser-opcional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[robertabenamor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 14:24:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Sam Maryama, diretor da Walk4Good Há quem tenha olhado para a sigla ESG (Ambiental, Social e Governança) como uma tendência passageira, um verniz ou um mero capricho de investidores ativistas. O cenário atual, contudo, se encarregou de enterrar essa visão cética. Hoje, a busca por políticas, processos e certificações socioambientais não é apenas uma escolha estratégica, é uma questão [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span class="TextRun SCXW139123966 BCX0" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW139123966 BCX0">Por Sam Maryama, diretor da Walk4Good</span></span><span class="EOP Selected SCXW139123966 BCX0" data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"><br />
</span></p>
<p><span data-contrast="auto">Há quem tenha olhado para a sigla ESG (Ambiental, Social e Governança) como uma tendência passageira, um verniz ou um mero capricho de investidores ativistas. O cenário atual, contudo, se encarregou de enterrar essa visão cética. Hoje, a busca por políticas, processos e certificações socioambientais não é apenas uma escolha estratégica, é uma questão de sobrevivência e relevância de mercado.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Assistimos a uma explosão na demanda por evidências concretas de sustentabilidade. O mercado está saturado de promessas e discursos bem-intencionados. A era do </span><i><span data-contrast="auto">greenwashing</span></i><span data-contrast="auto"> e do </span><i><span data-contrast="auto">social washing</span></i><span data-contrast="auto"> está sendo asfixiada por uma exigência implacável de dados auditáveis. Investidores, órgãos reguladores e o próprio consumidor final não querem mais saber o que as empresas </span><i><span data-contrast="auto">pretendem</span></i><span data-contrast="auto"> fazer, mas sim o que elas </span><i><span data-contrast="auto">efetivamente fazem</span></i><span data-contrast="auto"> e como conseguem </span><i><span data-contrast="auto">provar</span></i><span data-contrast="auto">.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Nesse ecossistema de cobrança por transparência, o Relatório de Sustentabilidade assume o papel de protagonista. Longe de ser um livreto institucional protocolar para preencher tabela, o relatório se consolidou como uma ferramenta de gestão viva e um documento de prestação de contas vital. É nele que a estratégia se traduz em números, que os riscos climáticos são mapeados e que o impacto social é mensurado sob metodologias globais e rigorosas.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A adoção de práticas robustas e a busca por certificações não devem ser vistas como barreiras burocráticas ou custos adicionais, mas sim como vetores essenciais de eficiência e perenidade para os negócios. Ao estruturar processos ESG, as companhias promovem uma sólida mitigação de riscos, protegendo-se contra crises reputacionais, sanções regulatórias e passivos ambientais ou trabalhistas. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Além disso, essa postura é crucial para a atração de capital, uma vez que fundos de investimento e linhas de crédito verde fecham suas portas para organizações que não evidenciam sua governança e responsabilidade socioambiental. Por fim, ele se consolida como uma clara vantagem competitiva, permitindo que empresas transparentes atraiam e retenham talentos que buscam propósito, ao mesmo tempo em que conquistam a preferência de consumidores cada vez mais conscientes.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O recado do mercado é claro: a governança corporativa moderna exige rigor científico e métricas claras no pilar da sustentabilidade. Comprometer-se com o ESG, estruturar processos internos e publicá-los de forma transparente em um relatório robusto não é mais um diferencial competitivo para o futuro. É o preço de entrada para o presente.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Em suma, a agenda ESG deixou definitivamente o campo das intenções para se consolidar como o alicerce da longevidade corporativa. Negligenciar a transparência, a mitigação de riscos e a prestação de contas por meio de dados auditáveis não é apenas um erro estratégico, mas um passaporte para a obsolescência de mercado.</p>
<p>Diante de investidores criteriosos e consumidores conscientes, o futuro pertence às organizações que compreendem que a sustentabilidade não é um custo, mas o investimento mais seguro para garantir sua própria perenidade. Mais do que se adaptar às novas regras do jogo, as empresas precisam liderar pelo exemplo, transformando dados em impacto real e responsabilidade em valor compartilhado.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Mais liberdade, mesma responsabilidade</title>
		<link>https://walk4good.com.br/mais-liberdade-mesma-responsabilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[robertabenamor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 15:03:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[CVM]]></category>
		<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[Relatório Sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Sam Maryama, diretor da Walk4Good A Comissão de Valores Mobiliários publicou em maio a Resolução CVM 244 e reacendeu um debate que já vinha se desenhando há algum tempo no mercado: o Brasil estava pronto para tornar obrigatória a adoção dos padrões internacionais IFRS S1 e S2? A resposta, por enquanto, é não. A nova [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Por Sam Maryama, diretor da Walk4Good</p>
<p class="x_MsoNormal"><span data-olk-copy-source="MessageBody">A Comissão de Valores Mobiliários publicou em </span><span>maio</span><span> a Resolução CVM 244 e reacendeu um debate que já vinha se desenhando há algum tempo no mercado: o Brasil estava pronto para tornar obrigatória a adoção dos padrões internacionais IFRS S1 e S2? A resposta, por enquanto, é não. A nova resolução substituiu a obrigatoriedade por um modelo chamado &#8220;Pratique ou Explique&#8221;, que dá às companhias abertas a possibilidade de adotar os padrões, mas também de comunicar ao mercado as razões pelas quais ainda não o fizeram. É uma mudança significativa, e ela tem uma justificativa legítima: implementar esses padrões exige dados consistentes, estruturas de governança maduras e integração entre áreas que, na maior parte das empresas brasileiras, ainda estão em construção.</span></p>
</div>
<div>
<p class="x_MsoNormal"><span>Para quem não está familiarizado com o tema, vale um passo atrás. Os padrões IFRS S1 e S2 foram desenvolvidos pelo ISSB, o conselho internacional que cuida dos padrões de sustentabilidade para o mercado de capitais. O objetivo deles é conectar os riscos e oportunidades socioambientais de uma empresa ao seu desempenho financeiro, de forma estruturada e comparável. Em termos práticos, isso significa responder a perguntas como: quais riscos climáticos afetam o nosso negócio? Como eles se traduzem em impactos financeiros? Eles estão incorporados à nossa estratégia? São informações que investidores, bancos e seguradoras cada vez mais querem ter antes de tomar decisões.</span></p>
</div>
<div>
<p class="x_MsoNormal"><span>E é aí que está o ponto central. A flexibilização regulatória não mudou o que o mercado demanda. Riscos climáticos continuam afetando cadeias de suprimento, condições de crédito e acesso a capital. A pressão por transparência sobre como as empresas gerenciam esses riscos não veio apenas da CVM e não desaparece com uma resolução. Ela vem de quem financia, de quem assegura e de quem investe. O que muda, na prática, é que as empresas agora precisam tomar uma decisão estratégica com nome e sobrenome: adotar os padrões ou explicar publicamente por que não o farão, e com qual argumento.</span></p>
</div>
<div>
<p class="x_MsoNormal"><span>Para a Walk4Good, esse novo cenário traz uma reflexão importante. Empresas que já vêm estruturando sua governança, organizando seus dados e entendendo como os riscos socioambientais afetam seus negócios têm muito mais condições de responder bem a essa exigência, seja adotando os padrões, seja justificando sua decisão com consistência. A resolução dá mais espaço para esse processo acontecer. E esse espaço, bem aproveitado, pode ser o ponto de partida para uma gestão de sustentabilidade mais sólida e mais conectada à realidade de cada organização.</span></p>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Quando o clima entra em campo</title>
		<link>https://walk4good.com.br/2160-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[robertabenamor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 13:15:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Sam Maryama, diretor da Walk4Good Hoje é Dia Mundial do Meio Ambiente. Em seis dias, começa a Copa do Mundo. Bilhões de pessoas vão parar para assistir. É exatamente esse o tamanho de atenção que o clima precisa. O futebol é provavelmente o maior fenômeno cultural do planeta. Uma multidão se conecta ao mesmo tempo, torce para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Sam Maryama, diretor da Walk4Good</p>
<p>Hoje é Dia Mundial do Meio Ambiente. Em seis dias, começa a Copa do Mundo. Bilhões de pessoas vão parar para assistir. É exatamente esse o tamanho de atenção que o clima precisa.</p>
<p>O futebol é provavelmente o maior fenômeno cultural do planeta. Uma multidão se conecta ao mesmo tempo, torce para o mesmo time, sente a mesma emoção. Essa é exatamente a escala que a crise climática exige e que raramente conseguimos alcançar com dados, relatórios ou declarações de política ambiental.</p>
<p>Então, neste Dia do Meio Ambiente, prefiro falar de futebol. Ou melhor: falar de clima por meio do futebol.</p>
<p>Pela primeira vez na história, 48 seleções vão disputar uma Copa em três países simultaneamente. São 104 partidas, 16 cidades, e um volume incontável de voos, deslocamentos e energia consumida.</p>
<p>Estudos da Scientists for Global Responsibility estimam que esta edição pode gerar mais de 9 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, praticamente o dobro da média das últimas quatro Copas. Mas o dado que mais chama atenção é outro: análises do World Weather Attribution indicam que aproximadamente 1 em cada 4 jogos pode ocorrer em condições de calor consideradas preocupantes para atletas e torcedores. Em cidades como Miami, Dallas e Houston, o índice WBGT, que combina temperatura, umidade e radiação solar, pode ultrapassar os limites que especialistas em medicina esportiva consideram seguros. O pano de fundo é ainda mais preocupante: a NOAA emitiu alerta de El Niño para o período do torneio, com probabilidade superior a 80% de o fenômeno se estabelecer justamente entre junho e julho, elevando temperaturas e umidade nas cidades sede.</p>
<p>O calor extremo já é um adversário dentro de campo. E ele não precisa de convocação.</p>
<p><strong>O que os atletas estão dizendo</strong></p>
<p>Em maio deste ano, atletas de mais de 20 países assinaram uma carta aberta à FIFA. O argumento central era claro: as temperaturas crescentes já afetam a segurança, o desempenho físico e o bem-estar mental dos atletas.</p>
<p>Jimmy Keohane, do Galway United e signatário da carta, resumiu bem a situação: no calor do momento, você não vai decidir parar. Você espera que os organizadores do jogo te protejam.</p>
<p>Essa frase diz muito além do futebol. Quantas vezes, nas empresas e nas decisões do dia a dia, delegamos a consciência climática para depois?</p>
<p>A FIFA afirma ter incorporado a agenda climática ao planejamento de seus eventos por meio de uma Estratégia Climática oficial, com metas de redução de 50% das emissões até 2030 e neutralidade climática até 2040. Essas metas existem e precisam existir.</p>
<p>O desafio não está em formular compromissos. Está em transformá-los em ação verificável. Após a Copa de 2022 no Catar, um órgão regulador suíço classificou as alegações de neutralidade climática da entidade como não comprováveis. A distância entre o discurso e a prática é onde reside o maior risco, reputacional e, mais importante, climático.</p>
<p>Isso não é uma crítica isolada ao futebol. É o desafio central de toda organização que se propõe a agir pelo clima.</p>
<p><strong>Um convite para este 5 de junho</strong></p>
<p>A crise climática costuma parecer distante. Os dados são grandes demais, os prazos são longos demais, a responsabilidade parece difusa demais.</p>
<p>O futebol é o oposto disso. Ele é imediato, emocional, concreto. Você sente na pele quando o calor interrompe uma partida.</p>
<p>Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, o que proponho é simples: use a Copa como porta de entrada. Leve o tema para sua empresa, sua equipe, sua família. A consciência climática não precisa começar com um relatório científico. Às vezes ela começa com um jogo de futebol em pleno calor de junho e com a pergunta: por que está tão quente assim?</p>
<p>O planeta precisa que mais pessoas façam essa pergunta. E que não parem de fazê-la depois do apito final. Momento de reflexão pois todos nós temos que fazer escolhas melhores e agir.</p>
<p>&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>El Niño não é previsão do tempo. É variável de negócio.</title>
		<link>https://walk4good.com.br/el-nino-nao-e-previsao-do-tempo-e-variavel-de-negocio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[robertabenamor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 13:52:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Sam Maryama, diretor da Walk4Good Existe uma reunião de planejamento estratégico acontecendo agora em alguma empresa brasileira. Provavelmente há slides sobre cenário macroeconômico, juros, câmbio e geopolítica. O tema mudanças climáticas até aparece, muitas vezes dentro da agenda de ESG, que já ganhou espaço legítimo nas discussões de governança e gestão de riscos. Mas deve entrar com [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Sam Maryama, diretor da Walk4Good</em></p>
<p><span data-contrast="none">Existe uma reunião de planejamento estratégico acontecendo agora em alguma empresa brasileira. Provavelmente há slides sobre cenário macroeconômico, juros, câmbio e geopolít</span><span>ica. O </span><span>tema mudanças </span><span>clim</span><span>átic</span><span>a</span><span>s</span><span data-contrast="none"> até aparece, muitas vezes dentro da agenda de ESG, que já ganhou espaço legítimo nas discussões de governança e gestão de riscos. Mas deve entrar com maior profundidade</span><span> nas premissas de vendas, custos ou continuidade operacional</span><span> </span><span data-contrast="none">em toda a cadeia de valor das empresas</span><span>.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Essa lógica precisa ser revisitada.</span><span> </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">As projeções mais recentes dos principais centros meteorológicos do mundo, entre eles o Centro de Previsão Climática da NOAA (agência oceânica e atmosférica do governo americano), indicam que as chances de El Niño ultrapassam 90% entre setembro e novembro de 2026, com possibilidade de evento de intensidade forte a muito forte entre o fim de 2026 e o início de 2027. O INPE e o INMET reforçam esse cenário, destacando maior probabilidade de eventos mais intensos ao longo do segundo semestre. A dúvida não é mais se o fenômeno vai acontecer, mas com qual intensidade e quais setores vão sentir primeiro seus impactos.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<h2><span data-contrast="auto">Por que isso importa para os negócios?</span><span data-ccp-props="{}"> </span></h2>
<p><span data-contrast="auto">O Super El Niño, como especialistas têm chamado, não afeta o território de forma uniforme. No Sul do país, a tendência é de chuvas acima da média. No Centro Oeste e Sudeste, aumento da probabilidade de condições mais quentes e períodos menos chuvosos. No Norte e Nordeste, maior risco de condições mais secas em amplas áreas, com impacto direto sobre rios, reservatórios e abastecimento. Esses padrões não são garantidos, mas são indicações estatísticas que orientam planos de contingência.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Esse mapa tem consequências práticas que se propagam em cadeia, com efeito dominó. O agronegócio sofre com instabilidade de safra e custos maiores de produção. Especialistas apontam que o fator climático pode adicionar quase 1 ponto percentual à inflação geral em 2026, em função de choques de alimentos e energia. Níveis de vários rios amazônicos já operam abaixo da média histórica, o que pressiona os corredores logísticos do Norte, responsáveis por grande parte do escoamento de grãos do país. O sistema elétrico, cada vez mais dependente de hidrelétricas, enfrenta o risco de acionar termelétricas, mais caras e mais poluentes. E o crédito rural, já pressionado por inadimplência elevada, pode se deteriorar ainda mais, com repercussões sobre bancos e seguradoras.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O problema é que os impactos não permanecem restritos ao clima. Eles contaminam cadeias produtivas, crédito, inflação, consumo, reputação e previsibilidade operacional.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O Brasil já experimentou parte dessa vulnerabilidade recentemente. As enchentes históricas no Rio Grande do Sul, em 2024, provocaram perdas estimadas em quase R$ 90 bilhões, segundo estudos de órgãos federais e organismos internacionais, interromperam cadeias logísticas e evidenciaram como eventos climáticos extremos deixaram de ser um risco periférico para se tornar uma variável econômica concreta.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Não é alarmismo. É a leitura que instituições como Bradesco BBI e Bank of America já estão fazendo em relatórios publicados neste mês, e que começa a influenciar decisões de portfólio e precificação de risco.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p>Três eixos de perguntas para guiar o diagnóstico:</p>
<p><strong>Onde sua cadeia está exposta?</strong></p>
<ul>
<li>Quais insumos vêm de regiões vulneráveis à seca?</li>
<li>Quais rotas logísticas podem ser afetadas?</li>
<li>Qual é o grau de dependência energética de fontes hidráulicas?</li>
</ul>
<p><strong>Sua cobertura de risco está atualizada?</strong></p>
<ul>
<li>As apólices de seguro estão alinhadas aos novos cenários de seca, enchentes e ondas de calor?</li>
<li>Os contratos de fornecimento contemplam cláusulas de força maior ou ajustes sazonais?</li>
<li>Há estratégias de proteção financeira para choques de preço de commodities e energia?</li>
</ul>
<p><strong>O tema já chegou ao planejamento estratégico?</strong></p>
<ul>
<li>O clima aparece apenas no relatório de ESG ou também nas premissas de vendas, custos e risco?</li>
<li>Há planos de contingência discutidos com área de risco, finanças e operações?</li>
<li>As decisões de investimento e expansão já incorporam cenários de El Niño e de eventos climáticos extremos?</li>
</ul>
<h2><span data-contrast="auto">Uma mudança de paradigma</span><span data-ccp-props="{}"> </span></h2>
<p><span data-contrast="auto">Eventos climáticos extremos estão deixando de ser exceção para se tornar a régua operacional. A história recente já mostra isso: a seca de 2022 e 2023 gerou perdas na ordem de dezenas de bilhões de reais para o setor produtivo brasileiro, segundo análises recentes da consultoria de riscos Aon.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A pergunta que fica não é sobre o El Niño de 2026 especificamente. É sobre quanto das operações e das decisões de negócio da sua empresa já incorporam o clima como variável permanente e não como evento para gerenciar quando chegar.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Pois sempre haverá um próximo. E empresas que ainda tratam clima como agenda paralela talvez descubram tarde demais que ele já passou a determinar custo, operação e competitividade</span></p>
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		<title>Quando a sustentabilidade vira hábito, a empresa muda de verdade</title>
		<link>https://walk4good.com.br/sustentabilidade-que-se-vive/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[robertabenamor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 13:58:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Sam Maryama, diretor da Walk4Good A sustentabilidade mais poderosa de uma empresa não é a que aparece no relatório anual. É a que acontece numa terça-feira de manhã, quando ninguém está olhando: na decisão de não imprimir aquele documento, no gesto de apagar a luz ao sair da sala, na separação correta do resíduo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Sam Maryama, diretor da Walk4Good</p>
<p>A sustentabilidade mais poderosa de uma empresa não é a que aparece no relatório anual. É a que acontece numa terça-feira de manhã, quando ninguém está olhando: na decisão de não imprimir aquele documento, no gesto de apagar a luz ao sair da sala, na separação correta do resíduo antes do final do expediente. Pequenas ações, sim. Mas são elas que revelam se a cultura sustentável de uma organização é real ou apenas bem comunicada.</p>
<p>Os números do Brasil em 2025 ajudam a entender a dimensão do desafio coletivo. O país produziu mais de 81 milhões de toneladas de resíduos sólidos, dos quais 40% foram para destinações incorretas, incluindo aterros a céu aberto e lixões, práticas vedadas pela própria Política Nacional de Resíduos Sólidos. Do total gerado, apenas 4,5% foram efetivamente reciclado, muito abaixo da meta de 20% estabelecida pela PNRS para esse mesmo ano. Parte relevante desse passivo tem origem no ambiente corporativo, e parte relevante da solução também pode vir de lá.</p>
<p>O movimento nas empresas existe e avança. O Panorama Sustentabilidade 2025, conduzido pela Humanizadas, revela que 76% das organizações brasileiras já adotam práticas sustentáveis com algum grau de integração, e que 24% são consideradas inovadoras, com sustentabilidade efetivamente incorporada à estratégia de negócio. O desafio que persiste está na profundidade: menos da metade das empresas conecta sustentabilidade à gestão financeira, seja por meio de dados, metas ou indicadores concretos. Sem mensuração, o compromisso existe, mas não se transforma.</p>
<p><b></b>Quando a lógica do Reduzir, Reutilizar e Reciclar é levada a sério no cotidiano das operações, os resultados aparecem em dois lugares ao mesmo tempo: na pegada ambiental e no caixa. Reduzir o consumo de energia, água e papel não exige grandes investimentos; exige processos revisados, metas visíveis por área e lideranças que incorporam o comportamento que esperam dos times. Reutilizar materiais, equipamentos e embalagens é uma decisão operacional que, quando sistematizada, gera economia real e reduz a pressão sobre a cadeia de fornecedores. Reciclar corretamente, com coleta seletiva estruturada e destinação rastreável, é o piso mínimo de qualquer organização que leva a sério sua responsabilidade ambiental.</p>
<p>A separação de lixo para coleta seletiva já é adotada por 87% das médias e grandes empresas brasileiras, segundo a pesquisa FGV-SEBRAE. O passo seguinte, que ainda é o mais difícil, é garantir que essa separação seja feita corretamente por todos os colaboradores, em todos os turnos, com infraestrutura adequada e comunicação contínua. Coleta seletiva sem educação ambiental ativa produz material contaminado, que segue para o aterro de qualquer forma.</p>
<h3><b>O papel insubstituível das pessoas</b></h3>
<div class="x_elementToProof">Nenhuma política ambiental se sustenta sem o engajamento de quem está na operação. E engajar não é informar. É envolver. É dar às pessoas protagonismo real na construção das práticas: comitês internos com poder de proposta, metas por área que aparecem nos relatórios da empresa, reconhecimento para quem traz inovações, trilhas de formação que conectem o papel de cada colaborador ao impacto coletivo da organização.</div>
<div></div>
<div class="x_elementToProof">Esse investimento no capital humano da sustentabilidade tem retorno claro também na atração e retenção de talentos. Pesquisa da Deloitte mostra que metade dos jovens da Geração Z pode recusar empregos por preocupações ambientais, e que mais de 60% dos Millennials se sentiriam mais inspirados em empresas com uma boa política ESG. Estamos falando das duas gerações que hoje compõem a maior parcela da força de trabalho ativa no Brasil. Uma empresa que pratica sustentabilidade de verdade tem vantagem competitiva real no mercado de talentos.</div>
<div></div>
<div class="x_elementToProof">Uma organização que constrói sua cultura ambiental a partir do cotidiano ganha algo que nenhum relatório isolado consegue entregar: credibilidade. De quem pode abrir os processos, mostrar os números reais, incluindo os que ainda estão longe da meta, e sustentar o discurso com evidências que qualquer stakeholder pode verificar.</div>
<div></div>
<div class="x_elementToProof">O consumidor, o investidor e o colaborador de hoje querem se relacionar com empresas que tenham propósito. Que nesse contexto, é a soma de intenção, método e consistência. E consistência se constrói todos os dias, nas decisões pequenas, nas metas cumpridas, nas pessoas que sentem orgulho de onde trabalham porque sabem que o que a empresa diz é o que a empresa faz.</div>
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		<title>22 de abril é o Dia da Terra. Cuidar do planeta, porém, não tem data marcada.</title>
		<link>https://walk4good.com.br/22-de-abril-e-o-dia-da-terra-cuidar-do-planeta-porem-nao-tem-data-marcada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[robertabenamor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 19:07:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Vanessa Ramalho, diretora executiva da Walk4Good O tema do Dia da Terra em 2026 é &#8220;Our Power, Our Planet&#8221;, e ele carrega uma premissa clara: o progresso ambiental não depende de uma única decisão histórica ou de um governo específico. Depende de continuidade. De organizações e pessoas que seguem em frente mesmo quando as câmeras [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><em>Por Vanessa Ramalho, diretora executiva da Walk4Good</em></p>
<p class="x_MsoNormal"><span data-olk-copy-source="MessageBody">O tema do Dia da Terra em 2026 é &#8220;Our Power, Our Planet&#8221;</span>,<span> e ele carrega uma premissa clara: o progresso ambiental não depende de uma única decisão histórica ou de um governo específico. Depende de continuidade. De organizações e pessoas que seguem em frente mesmo quando as câmeras se apagam e as conferências encerram.</span></p>
</div>
<div>
<p class="x_MsoNormal"><span>É a partir dessa lógica que vale olhar para os dados. Não os das declarações de intenção, mas os que descrevem o estado real das coisas e o tamanho do caminho que ainda está à frente.</span></p>
</div>
<div>
<h2 class="x_MsoNormal"><b><span>O que os números mostram</span></b><span></span></h2>
</div>
<div>
<p class="x_MsoNormal"><span>Os dez países que mais emitiram gases de efeito estufa em 2025, entre eles o Brasil, respondem juntos por 66% das emissões globais. Com a União Europeia, esse número chega a 77%. A concentração é expressiva: a maior parte do problema está em um grupo relativamente pequeno de economias.</span></p>
</div>
<div>
<p class="x_MsoNormal"><span>Os combustíveis fósseis representam cerca de 84% da matriz energética mundial, segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA). As fontes renováveis cobrem aproximadamente 11%. A meta acordada internacionalmente é triplicar essa participação até 2030, o que exige adicionar cerca de mil gigawatts de capacidade renovável por ano e investimentos da ordem de US$ 1,4 trilhão anuais, só nesse setor.</span></p>
</div>
<div>
<p class="x_MsoNormal"><span>Há também um indicador que merece mais atenção do que costuma receber: o Dia de Sobrecarga da Terra, calculado anualmente pela Global Footprint Network. Ele marca a data em que a demanda humana por recursos naturais supera o que o planeta consegue regenerar no ano inteiro. Em 2025, essa data foi 24 de julho, oito dias antes do registrado em 2024. Nos últimos cinco meses de cada ano, o mundo opera no déficit ecológico. Esses números não são alarme, são diagnóstico.</span></p>
</div>
<div>
<h2 class="x_MsoNormal"><b><span>O espaço entre o que se assina e o que se pratica</span></b><span></span></h2>
</div>
<div>
<p class="x_MsoNormal"><span>A temporada de grandes conferências climáticas deixou compromissos importantes na mesa. A Walk4Good acompanhou de perto esses debates, incluindo a COP30 em Belém, e o que ficou mais evidente naquele espaço vale para qualquer fórum climático: acordos de plenária precisam encontrar equivalência nas decisões de negócio do dia a dia.</span></p>
</div>
<div>
<p class="x_MsoNormal"><span>A agenda ESG chegou ao centro do debate empresarial. O que ainda é menos comum é ver essa agenda saindo do relatório anual e entrando no planejamento estratégico real, com metas verificáveis, governança clara e accountability que vá além do ciclo de comunicação.</span></p>
</div>
<div>
<p class="x_MsoNormal"><span>As decisões de negócio, seja na escolha de fornecedores, nos modelos logísticos, na gestão de resíduos ou na política de produto, fazem parte de um sistema maior. Ignorar essa conexão não é neutralidade. É uma escolha com consequências mensuráveis.</span></p>
</div>
<div>
<h2 class="x_MsoNormal"><b><span>Uma pergunta para levar além do dia 22</span></b><span></span></h2>
</div>
<div>
<p class="x_MsoNormal"><span>O Dia da Terra tem uma função legítima: manter o tema presente, ampliar o alcance do debate, mobilizar quem de outra forma não estaria atento.</span></p>
</div>
<div>
<p class="x_MsoNormal"><span>Mas o trabalho que importa não cabe em uma data.</span></p>
</div>
<div>
<p class="x_MsoNormal"><span>Para quem toma decisões em empresas e organizações, vale uma pergunta objetiva: se os impactos ambientais das suas operações fossem completamente visíveis e mensuráveis para clientes, investidores e comunidades afetadas, o que mudaria na forma como você opera hoje?</span></p>
</div>
<div>
<p class="x_MsoNormal"><span>A resposta diz muito sobre onde uma organização realmente está na sua jornada de sustentabilidade. E é a partir dela que o trabalho concreto começa.</span></p>
</div>
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		<title>Sustentabilidade sob pressão: o que muda para os negócios 2026</title>
		<link>https://walk4good.com.br/sustentabilidade-sob-pressao-o-que-muda-para-os-negocios-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[robertabenamor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 12:48:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[transição energética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Sam Maryama, diretor na Walk4Good &#124; sam.maryama@walk4good.net O ano de 2026 está direcionando decisões globais e pode marcar uma virada decisiva na agenda local de sustentabilidade. Conflito que envolve EUA e Irã, guerra entre Rússia e Ucrânia, alta no preço do petróleo, aplicação de tarifas no comércio internacional e acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entram na [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://walk4good.com.br/sustentabilidade-sob-pressao-o-que-muda-para-os-negocios-2026/">Sustentabilidade sob pressão: o que muda para os negócios 2026</a> apareceu primeiro em <a href="https://walk4good.com.br">Walk4Good</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>por <strong>Sam Maryama,</strong> diretor na Walk4Good | sam.maryama@walk4good.net</p>
<p>O ano de 2026 está direcionando <strong>decisões globais </strong>e pode marcar uma <strong>virada decisiva na agenda local</strong> de sustentabilidade.</p>
<p>Conflito que envolve EUA e Irã, guerra entre Rússia e Ucrânia, alta no preço do petróleo, aplicação de tarifas no comércio internacional e acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entram na pauta estratégica dos negócios. No Brasil, as eleições deste ano podem redefinir a agenda de sustentabilidade conforme a visão do novo governo que assumir em 2027.</p>
<p>Em um cenário moldado por intensas transformações geopolíticas, mudanças climáticas e avanços tecnológicos, empresas e governos são pressionados a responder com soluções concretas, integradas e inovadoras. E quem está na operação diária tenta manter <strong>execução estratégica, métricas robustas e impacto</strong>.</p>
<p>A incorporação de dados climáticos à estratégia empresarial tem crescido, impulsionada pela intensificação de eventos extremos em todo o mundo. Esse cenário acelera a atuação de governos, ONGs e empresas na criação de regulamentações que promovam mitigação e adaptação das cidades, florestas e demais áreas públicas e privadas. Ao mesmo tempo, mais pessoas compreendem como as causas e os impactos da crise climática afetam seu cotidiano, e essa conscientização tem estimulado mudanças de comportamento entre aqueles com maior poder de escolha e engajamento.</p>
<p>De acordo com a pesquisa da <strong><em><a href="https://www.pwc.com/gx/en/issues/c-suite-insights/voice-of-the-consumer-survey/2024.html">PwC Voice of the Consumer Survey 2024</a></em></strong><em>, </em>mais de 80% dos consumidores estão dispostos a pagar um valor adicional por produtos sustentáveis, mesmo em um cenário de instabilidade econômica. Esse movimento se reflete no aumento consistente dos investimentos empresariais.</p>
<p>Dados da <strong><em><a href="https://www.iea.org/">International Energy Agency </a></em></strong>demonstram que empresas com processos totalmente digitalizados podem reduzir o consumo de energia em até 28% quando comparadas àquelas que operam com modelos híbridos.</p>
<p>No contexto brasileiro, o estudo <strong><em>Panorama ESG 2025</em></strong>, da PwC, reforça essa tendência: 78% das organizações pretendem ampliar suas iniciativas sustentáveis até 2027, impulsionadas principalmente por exigências regulatórias, fortalecimento da cultura interna e pressão crescente de consumidores e demais stakeholders.</p>
<h2><strong>Confira 4 tendências em Sustentabilidade:</strong></h2>
<ol>
<li><strong> Transparência e rastreabilidade ao longo da cadeia de valor</strong></li>
</ol>
<p>Com stakeholders mais atentos e regulações mais rigorosas, a rastreabilidade se torna um elemento central da estratégia corporativa. Demonstrar origem, impactos e riscos em toda a cadeia produtiva, incluindo emissões indiretas, deixa de ser opcional.</p>
<p>Ferramentas digitais fortalecem a gestão de dados, ampliam a confiança do consumidor e reduzem vulnerabilidades reputacionais, especialmente em cadeias globais complexas.</p>
<ol start="2">
<li><strong> O destaque do pilar social no ESG</strong></li>
</ol>
<p>Embora o componente ambiental tenha dominado a agenda nos últimos anos, 2026 coloca em pauta o “S” do ESG. Temas como direitos humanos, pessoas refugiadas, fome, saúde e segurança entram no centro das discussões.</p>
<ol start="3">
<li><strong> Biodiversidade </strong></li>
</ol>
<p>A sustentabilidade corporativa evolui para uma abordagem sistêmica, incorporando biodiversidade e saúde dos ecossistemas como variáveis estratégicas. Empresas líderes passam a mapear dependências ecológicas, riscos relacionados à natureza e impactos sobre o capital natural.</p>
<p>Frameworks como o TNFD* ganham relevância, orientando decisões de investimento, gestão de riscos e estratégias de restauração ambiental.</p>
<ol start="4">
<li><strong> Sustentabilidade como motor de valor econômico</strong></li>
</ol>
<p>Cada vez mais, sustentabilidade e desempenho financeiro caminham juntos. Empresas conectam metas ESG a riscos e oportunidades, indicadores econômicos, remuneração executiva e retorno sobre investimento, reforçando a sustentabilidade como vetor de resiliência e vantagem competitiva. O avanço das finanças sustentáveis e dos produtos financeiros verdes reforça esse movimento, amplia o acesso a capital e reduz o custo do financiamento.</p>
<h2><strong>Um novo capítulo para empresas, governos e sociedade</strong></h2>
<p>Diante de um planeta em transformação e mercados cada vez mais rigorosos, a sustentabilidade deixou de ser um diferencial para se tornar o núcleo da estratégia corporativa. A combinação de tecnologia, transparência e foco em resultados definirá os líderes capazes de navegar pelas incertezas de 2026, transformando compromissos em valor real. Afinal, o sucesso futuro não depende apenas do que as organizações entregam, mas da integridade com que operam para garantir a viabilidade dos negócios e o bem-estar da sociedade.</p>
<p><em>*A Força-Tarefa sobre Divulgação de Informações Financeiras Relacionadas à Natureza (</em><a href="https://tnfd.global/"><em>TNFD</em></a><em>) desenvolveu um conjunto de recomendações e orientações de divulgação que incentivam e permitem que empresas e o setor financeiro avaliem, relatem e atuem sobre as interdependências, impactos, riscos e oportunidades relacionados à natureza.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Amazônida, com muito orgulho!</title>
		<link>https://walk4good.com.br/amazonida-com-muito-orgulho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[robertabenamor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Nov 2025 16:23:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[COP 30]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[indígena]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Patrícia Kishimoto Quando alguém tem a oportunidade de conversar com quem é da Amazônia, logo percebe uma fala empolgada, cheia de amor e orgulho. Empolgada porque não é sempre que nos dão espaço para falar desse pedaço de Brasil que o próprio brasileiro desconhece. Cheia de amor e orgulho, porque queremos que todos conheçam [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Patrícia Kishimoto</em></p>
<p>Quando alguém tem a oportunidade de conversar com quem é da Amazônia, logo percebe uma fala empolgada, cheia de amor e orgulho. Empolgada porque não é sempre que nos dão espaço para falar desse pedaço de Brasil que o próprio brasileiro desconhece. Cheia de amor e orgulho, porque queremos que todos conheçam nossas tradições, cultura e o modo de viver do amazônida.</p>
<p>Por isso, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) tem sido uma ótima vitrine para o Pará e o Amazonas. Os estados hoje funcionam como principais portas de entrada para a Amazônia e já percebem um movimento diferente.</p>
<p>De acordo com levantamento do Ministério do Turismo, em parceria com a Embratur e a Polícia Federal, o Pará recebeu 10.659 turistas estrangeiros nos cinco primeiros meses de 2025, um aumento de 27% em relação ao mesmo período de 2024, quando o estado contabilizou 8.388 visitantes. Já o Amazonas registrou 14.653 turistas internacionais, frente a 12.347 no ano anterior, o que representa um crescimento de 18,7%.</p>
<p>Polêmicas à parte sobre a estrutura de Belém para receber um evento desse calibre e os preços superinflados, a COP30 é uma oportunidade para que brasileiros e estrangeiros façam uma breve imersão na cultura regional, conheçam e apreciem pratos como o autêntico tacacá. De origem indígena, a iguaria é servida em uma cuia e produzida a partir de dois derivados da mandioca – caldo de tucupi e goma de tapioca -, camarão seco e jambu, uma erva que causa uma leve dormência na boca, consumido geralmente no final da tarde e preparado com maestria pelas “tacacazeiras”. É uma tradição cultural paraense e reproduzida em toda a Região Norte, cada estado com sua própria receita, mas sempre respeitando a base de preparo.</p>
<p>Será uma chance também de provar o verdadeiro açaí, alimento que ganhou popularidade nos últimos anos no restante do Brasil e do mundo por suas propriedades nutritivas. O Pará é o principal produtor, responsável por mais de 90% da produção mundial. Seu cultivo está concentrado em pequenos municípios como Igarapé-Miri, Cametá e Abaetetuba e é importante para a geração de emprego, renda e economia local em comunidades rurais, que também funcionam como guardiãs da floresta e são as mais afetadas, ou as primeiras a sentirem na pele, as mudanças climáticas.</p>
<p>Quem conseguir sair um pouco de Belém e visitar comunidades ribeirinhas, quilombolas e tantas outras, conhecerá um modo de vida simples, sem muitas das comodidades das grandes cidades, desafiante em diversos momentos, mas extremamente rico em saberes adquiridos da observação, da vivência diária com a floresta. Povos que são importantes para manter a Amazônia viva, em pé, mas sempre ficam de fora das grandes discussões e das decisões sobre essa mesma Amazônia.</p>
<p>Sendo assim, a COP30 transcende a importância de ser apenas um palco de discussões climáticas globais, configurando-se como uma vitrine crucial para a Amazônia, que se abre ao Brasil e ao mundo. A conferência não só impulsiona o turismo e a economia local, como oferece uma imersão cultural rica. É uma oportunidade ímpar para valorizar a voz, a cultura e o modo de vida do amazônida, essenciais para a conservação da maior biodiversidade do mundo, garantindo que suas tradições e o papel vital dessas comunidades na luta contra as mudanças climáticas ganhem o merecido destaque e participação nas decisões futuras.</p>
<p><em>Patrícia Kishimoto é analista de comunicação sênior na Imagem Corporativa. Jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas, cresceu e viveu em Manaus por mais de 20 anos, para onde viaja anualmente para renovar sua conexão com a Amazônia. </em></p>
<p><em> </em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Casa Brasil é lançada em Belém com foco em negócios sustentáveis na COP30</title>
		<link>https://walk4good.com.br/casa-brasil-e-lancada-em-belem-com-foco-em-negocios-sustentaveis-na-cop30/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[robertabenamor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Nov 2025 19:07:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Evento marca início da agenda oficial do Sebrae Nacional e reforça o papel das empresas brasileiras na transição verde; Ciro Dias Reis, CEO da Imagem Corporativa, destacou a importância da comunicação estratégica para o posicionamento global do Brasil Belém (PA) – A inauguração da Casa Brasil Belém 2025, realizada nesta quarta-feira (5), marcou oficialmente o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Evento marca início da agenda oficial do Sebrae Nacional e reforça o papel das empresas brasileiras na transição verde; Ciro Dias Reis, CEO da Imagem Corporativa, destacou a importância da comunicação estratégica para o posicionamento global do Brasil</em></p>
<p>Belém (PA) – A inauguração da Casa Brasil Belém 2025, realizada nesta quarta-feira (5), marcou oficialmente o início da programação do Sebrae na COP30. O espaço, apresentado pelo Sebrae Pará e instalado na capital paraense, consolida-se como vitrine do país para o mundo, reunindo experiências, produtos e iniciativas que expressam o potencial econômico e sustentável do Brasil.</p>
<p>Durante a cerimônia, o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, afirmou que o Brasil chega à COP30 com a força de quem aposta na inovação e nos pequenos negócios como eixo da transição verde e inclusiva. “O Sebrae está aqui para mostrar que o Brasil tem no pequeno negócio o maior aliado na construção de um futuro sustentável”, disse. Ao lado dele estavam o ministro do Turismo, Celso Sabino, e o superintendente do Sebrae Pará, Rubens Magno, que destacaram o impacto do turismo e da economia criativa na geração de empregos e renda.</p>
<p>Entre os convidados, o CEO da Imagem Corporativa, <a href="https://www.linkedin.com/in/cirodiasreis/">Ciro Dias Reis,</a> ressaltou o papel da comunicação corporativa e institucional na consolidação da imagem do Brasil como potência sustentável. “A presença do Brasil na COP30 é também uma oportunidade de fortalecer sua reputação global. O mundo quer ouvir histórias de inovação, de empresas que unem propósito e resultado e o Sebrae está abrindo esse caminho na Amazônia”, afirmou.</p>
<p>Com 2,5 mil metros quadrados, a Casa Brasil é um dos espaços mais esperados da conferência e será aberta ao público a partir desta quinta-feira (6). A estrutura foi pensada para oferecer experiências imersivas, exposições e painéis sobre transição energética, bioeconomia, empreendedorismo e turismo sustentável. O ambiente é também um palco para rodadas de negócios e parcerias entre empresas, investidores e governos.</p>
<p>O lançamento da Casa Brasil ocorre em um momento simbólico para o país, que busca reafirmar seu protagonismo na economia verde. Além do espaço principal, o Sebrae inaugurou a En-Zone, hub de 4,6 mil m² dedicado à bioeconomia e ao empreendedorismo sustentável, com restaurantes, lojas e espaços de convivência que valorizam a produção amazônica.</p>
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<p>Segundo Ciro Dias Reis, o fortalecimento da presença brasileira em eventos internacionais exige coerência entre discurso e prática. “Não basta apenas participar das discussões climáticas é preciso comunicar resultados, mostrar que sustentabilidade é um ativo real da nossa economia. A Casa Brasil é um exemplo de branding de país bem executado”, observou.</p>
<p>A<a href="https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/cop30"> programação</a> do Sebrae durante a COP30 se estende até o dia 21 de novembro, com atividades na Green Zone, painéis temáticos, encontros bilaterais e o estande imersivo de 400 m², que promete ser um dos pontos de destaque da conferência.</p>
<p>Mais do que uma instalação temporária, a Casa Brasil se afirma como símbolo da nova diplomacia econômica do país: colaborativa, inovadora e orientada por propósito. Um espaço em que o Brasil se apresenta não apenas como detentor de uma das maiores biodiversidades do planeta, mas também como marca global de sustentabilidade, empreendedorismo e comunicação estratégica.</p>
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