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	<title>Arquivos Artigos - Walk4Good</title>
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	<description>Somos uma consultoria especializada em aconselhamento estratégico em ESG e sustentabilidade</description>
	<lastBuildDate>Fri, 09 Oct 2026 18:15:07 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos Artigos - Walk4Good</title>
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		<title>O conflito entre o efêmero e o sustentável nas passarelas de Milão e Paris</title>
		<link>https://walk4good.com.br/o-conflito-entre-o-efemero-e-o-sustentavel-nas-passarelas-de-milao-e-paris/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[robertabenamor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2026 14:36:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Sam Maryama, diretor da Walk4Good As coleções femininas de primavera e verão 2027 foram as primeiras apresentadas em Milão e Paris depois que passou a valer, na União Europeia, a proibição de grandes empresas destruírem roupas, acessórios e calçados não vendidos. No fim de setembro, com os desfiles em andamento, entrou em aplicação a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Sam Maryama, diretor da Walk4Good</p>
<p>As coleções femininas de primavera e verão 2027 foram as primeiras apresentadas em Milão e Paris depois que passou a valer, na União Europeia, a proibição de grandes empresas destruírem roupas, acessórios e calçados não vendidos. No fim de setembro, com os desfiles em andamento, entrou em aplicação a diretiva europeia contra o greenwashing, que veda alegações de neutralidade climática baseadas em compensação de emissões.</p>
<p>Duas vezes por ano, as semanas de moda das duas cidades ditam os rumos do desejo e do consumo global. Milão apresenta o auge da alfaiataria técnica, do luxo artesanal e da tradição têxtil; Paris consolida o espetáculo conceitual, a haute couture e a validação do status cultural da indústria.</p>
<p>Por trás da aura de exclusividade e inovação estética, as passarelas contrastam com os princípios de ESG (Environmental, Social, and Governance). A moda, como sistema, se baseia na aceleração contínua das tendências, na obsolescência planejada e no estímulo ao consumo constante. Como conciliar esse ciclo de brevidade com a urgência da sustentabilidade climática e social?</p>
<p>No pilar ambiental, as marcas de alto luxo costumam se distanciar da fast fashion, com o argumento de que suas peças duram mais e têm valor de herança. O impacto da alta moda, porém, é relevante. Há o transporte global de coleções e a montagem de estruturas efêmeras para desfiles de poucos minutos, mas o maior peso está na cadeia de suprimentos: na LVMH, 96% da pegada de carbono do grupo vem do escopo 3, que reúne as emissões indiretas, segundo a empresa. No vestuário como um todo, o Apparel Impact Institute estima 1 bilhão de toneladas de emissões em 2024, alta de 6,3% sobre o ano anterior, com 51% concentrados no processamento têxtil. Para seguir a trajetória de 1,5 °C, o setor precisaria chegar a 2030 com 489 milhões de toneladas, cerca de metade do nível atual. Couros exóticos, lãs finas e tecidos sintéticos exigem transformação das cadeias, com biomateriais e tingimento de baixo impacto hídrico.</p>
<p>No aspecto social, o desafio vai além das condições de trabalho na confecção final. Em 2024, a Justiça de Milão colocou uma subsidiária da Dior sob administração judicial, após investigação apontar oficinas subcontratadas que maltratavam trabalhadores. Em um dos modelos analisados, o fornecedor chegava a cobrar 53 euros por uma bolsa vendida a 2.600 euros, cerca de 2% do preço final. Na época, a Dior não era alvo de investigação criminal. Uma unidade da Armani passou pela mesma medida, e as duas administrações terminaram antes do prazo, em 2025, depois de reforço nos controles sobre fornecedores. A rastreabilidade precisa alcançar toda a cadeia, do cultivo do algodão ao beneficiamento dos tecidos em países em desenvolvimento. Segundo a Agência Europeia do Meio Ambiente, cerca de 70% das emissões ligadas ao consumo de têxteis na União Europeia ocorrem fora da Europa. Há também uma dimensão cultural: a cobrança por diversidade genuína, que vá além do casting das passarelas e alcance cargos executivos e de criação, e o combate à apropriação cultural sem o devido reconhecimento de comunidades tradicionais.</p>
<p>A governança corporativa se tornou o ponto de inflexão para os grandes grupos do setor. Diante de legislações mais rigorosas na União Europeia e da pressão de investidores e consumidores jovens, relatórios de sustentabilidade e metas de neutralidade de carbono passaram a integrar a estratégia das maisons. A proibição da destruição de estoque mira um problema de escala: segundo a Comissão Europeia, de 4% a 9% dos têxteis não vendidos na Europa são destruídos antes do uso, o que gera 5,6 milhões de toneladas de CO2 por ano, quase o total líquido da Suécia em 2021. O risco de greenwashing, no entanto, permanece elevado quando anúncios institucionais não vêm acompanhados de redução efetiva do volume de produção.</p>
<p>As semanas de moda de Milão e Paris continuam sendo espaços vitais de expressão artística, identidade e cultura. O teste para o luxo contemporâneo está na capacidade de reinventar a própria indústria, com emissões em queda, cadeias rastreáveis e produção compatível com os limites do planeta. O mercado de segunda mão, por exemplo, cresce mais rápido que o de peças novas: segundo a Bain e a Altagamma, as vendas de luxo usado subiram de 4% a 6% em 2025 e chegaram a cerca de 50 bilhões de euros. O belo e o desejável só farão sentido se forem feitos com respeito às pessoas e ao meio ambiente.</p>
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		<title>A Amazônia no espelho da diplomacia: da retórica em Belém às cobranças do amanhã</title>
		<link>https://walk4good.com.br/a-amazonia-no-espelho-da-diplomacia-da-retorica-em-belem-as-cobrancas-do-amanha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[robertabenamor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 13:50:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Sam Maryama, diretor da Walk4Good Celebrar o Dia da Amazônia, em 5 de setembro, sempre exigiu um exercício incômodo de reflexão. Por décadas, a data serviu como um lembrete anual do descompasso entre a grandiosidade de um bioma fundamental para o equilíbrio do planeta e a fragilidade das políticas públicas voltadas à sua proteção. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Sam Maryama, diretor da Walk4Good</p>
<p>Celebrar o Dia da Amazônia, em 5 de setembro, sempre exigiu um exercício incômodo de reflexão. Por décadas, a data serviu como um lembrete anual do descompasso entre a grandiosidade de um bioma fundamental para o equilíbrio do planeta e a fragilidade das políticas públicas voltadas à sua proteção. Contudo, o cenário atual exige uma leitura diferente: com o encerramento da histórica COP30 realizada em Belém, no ano passado, e os olhos do mundo voltados para a próxima conferência, o debate deixou de ser sobre a urgência de agir e passou a ser sobre a capacidade real de cumprir o que foi acordado.</p>
<p>Sediar a conferência do clima no coração da maior floresta equatorial do mundo trouxe ganhos simbólicos e práticos inquestionáveis. A diplomacia internacional e o mercado global precisaram encarar a Amazônia não como uma mancha verde abstrata no mapa, mas como um território habitado por mais de 30 milhões de pessoas, com complexidades urbanas, desafios econômicos e demandas sociais urgentes. O verdadeiro marco da passagem da COP pelo Pará foi a consolidação do protagonismo dos povos indígenas e das comunidades tradicionais. A gestão territorial comunitária deixou de ser tratada como um apêndice para ser reconhecida como a tecnologia de conservação mais eficaz e barata que existe.</p>
<p>No entanto, o otimismo com o legado de Belém precisa ser contrabalançado por um pragmatismo rigoroso. Grandes cúpulas internacionais têm uma tendência crônica a produzir declarações ambiciosas que se diluem no ritmo lento da burocracia governamental e dos fluxos financeiros globais. É exatamente nesse gargalo que entra o papel decisivo do setor privado. A preservação da Amazônia exige um compromisso corporativo genuíno que vá além de estratégias superficiais de ESG ou do mero cumprimento de requisitos legais. As empresas precisam assumir a responsabilidade direta por suas cadeias de suprimentos, garantindo o rastreamento total de commodities e o banimento ostensivo do desmatamento ilegal.</p>
<p>Mais do que mitigar danos, o setor corporativo é a peça-chave para viabilizar e acelerar a transição econômica da região. Os fundos de financiamento para a bioeconomia e os mecanismos de pagamento por serviços ambientais anunciados na COP30 só farão diferença real se os investimentos privados e o capital de risco chegarem na ponta. Cabe às empresas o apoio e o estímulo a infraestrutura local, impulsionar a inovação tecnológica sustentável, apoiar cooperativas regionais e direcionar compras públicas e privadas para produtos da floresta em pé, transformando a conservação em um modelo de negócios economicamente atraente para os produtores locais.</p>
<p>A transição para a COP31 representa o teste definitivo desse processo. Se o encontro na Amazônia teve o papel de escutar o território e formalizar metas atualizadas, a etapa seguinte exige cobrança e prestação de contas, não apenas de governos, mas também de grandes corporações. A diplomacia e a economia do clima entram em uma fase de maturação em que promessas de intenção não mais sustentam a credibilidade dos países e das marcas. Sem a erradicação do desmatamento, sem a integridade das cadeias produtivas e sem a liberação ágil e justa dos recursos prometidos, a passagem da conferência pela região correria o risco de se tornar apenas mais um evento na cronologia das intenções não cumpridas.</p>
<p>Preservar a Amazônia é hoje uma condição para a sobrevivência econômica e climática global, não uma pauta de caridade ambiental. O verdadeiro indicador de sucesso da passagem da agenda climática por solo brasileiro será a capacidade coletiva de governos, comunidades e empresas de transformar o legado da COP30 em resultados mensuráveis até a COP31.</p>
<p>Celebrar o Dia da Amazônia passa, portanto, a exigir muito mais do que a renovação de votos de preservação: exige a coragem de encarar a lacuna entre o compromisso firmado e a transformação vivida no território. A COP30 em Belém provou que o mundo é capaz de escutar a floresta e reconhecer a sabedoria de quem a habita, mas o intervalo até a COP31 tem sido o fiel da balança entre a maturidade geopolítica, a responsabilidade corporativa e o cinismo ambiental.</p>
<p>Proteger o bioma não é uma utopia distante, mas uma urgência pragmática que só se concretiza quando o investimento privado e o financiamento climático deixam os gabinetes para fincar raízes no chão do território, fortalecendo a bioeconomia e gerando valor real para quem mantém a floresta em pé. Que as próximas comemorações de 5 de setembro não sirvam para lembrar o que a Amazônia representa para o planeta, mas para atestar o que o planeta &#8211; e o mercado &#8211; finalmente foram capazes de fazer por ela.</p>
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		<item>
		<title>O clima não deu trégua. A regra, sim.</title>
		<link>https://walk4good.com.br/o-clima-nao-deu-tregua-a-regra-sim/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[robertabenamor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 19:20:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Sam Maryama, diretor da Walk4Good Na Alemanha, o Instituto Robert Koch já contabiliza cerca de 14 mil mortes associadas ao calor até 9 de agosto, superando o recorde anual anterior, de 8,9 mil óbitos em 2018. Somando Alemanha, Espanha e França, o calor extremo já está associado a mais de 25 mil mortes na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Sam Maryama, diretor da Walk4Good</p>
<p>Na Alemanha, o Instituto Robert Koch já contabiliza cerca de 14 mil mortes associadas ao calor até 9 de agosto, superando o recorde anual anterior, de 8,9 mil óbitos em 2018. Somando Alemanha, Espanha e França, o calor extremo já está associado a mais de 25 mil mortes na Europa neste ano. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a região europeia aquece cerca de duas vezes mais rápido que a média global e a mortalidade por calor subiu 30% em 20 anos.</p>
<p>No Brasil, o Sistema Cantareira opera em faixa de alerta desde junho. No dia 20 de agosto, o volume útil estava em 34,4%, após perder cerca de 8,4 bilhões de litros em uma semana. Para sustentar o abastecimento da Grande São Paulo, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico já ampliou em 66% o limite de transposição de água do Rio Paraíba do Sul para o sistema, autorização que pode ser suspensa se o Cantareira voltar a operar acima de 60% da capacidade.</p>
<p>Nesta quarta-feira, um bloco de gelo represou o rio Bhotekoshi, no Nepal, e liberou uma enchente repentina que já deixou dezenas de mortos e centenas de desaparecidos, segundo a Associated Press. Não é um evento isolado. O mais recente relatório State of the Global Climate, da Organização Meteorológica Mundial, confirma que 2015 a 2025 foram os onze anos mais quentes já registrados, com o desequilíbrio energético do planeta batendo recorde e a perda de geleiras acelerando: oito dos dez piores balanços de massa glacial desde 1950 aconteceram a partir de 2016.</p>
<p>O risco não é só de infraestrutura. Nas mesmas semanas, o Programa Mundial de Alimentos elevou para 81% a chance de um Super El Niño se confirmar até o fim de 2027, capaz de levar mais 49 milhões de pessoas à fome aguda, com maior impacto na América Central e na África Austral (leia mais nesta edição). No Brasil, a vulnerabilidade já está no solo: em 40 anos, a cobertura de vegetação nativa caiu de 79% para 65%, justamente a proteção natural que amortecia secas e enchentes (leia mais nesta edição).</p>
<p>É nesse cenário que o Brasil deu um passo na direção contrária. Em 29 de maio, a CVM publicou a Resolução 244, que revogou a obrigatoriedade de divulgação de risco climático pelas companhias abertas, prevista para começar exatamente neste exercício de 2026. O país que havia sido o primeiro do mundo a tornar compulsórias as normas do International Sustainability Standards Board, o IFRS S1 e o IFRS S2, passou a tratá-las como opcionais. A partir de 2027, quem optar por não reportar terá apenas que justificar a decisão ao mercado, no modelo pratique ou explique.</p>
<p>Na prática, isso não elimina o risco físico, apenas retira o prazo que obrigava as empresas brasileiras a mapeá-lo e divulgá-lo por lei. Cadeias de fornecimento ligadas a matrizes ou clientes na Europa, nos Estados Unidos ou na Ásia continuam sob pressão de divulgação climática vinda de fora do Brasil. Quem depende de índices como o ISE B3 ou de agências de rating segue sendo avaliado pela exposição climática, com ou sem resolução da CVM. E quem opera ativos físicos, como plantas industriais, redes de distribuição e cadeias agrícolas, segue exposto às mesmas ondas de calor e crises hídricas que já custam bilhões, independentemente do calendário regulatório.</p>
<p>A conclusão prática para quem lidera empresas é objetiva. Mapear a exposição física a calor extremo e escassez hídrica deixou de depender de uma data da CVM. E a decisão de reportar ou não esse risco, a partir de 2027, também vai precisar ser explicada ao mercado. Vale mais planejar essa resposta agora do que justificá-la depois.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>União Europeia propõe taxar voos internacionais por carbono</title>
		<link>https://walk4good.com.br/uniao-europeia-propoe-taxar-voos-internacionais-por-carbono/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[robertabenamor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 13:16:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão Europeia publicou uma proposta de revisão do sistema europeu de comércio de emissões que amplia a cobrança sobre voos internacionais que partem do bloco. A medida prevê incluir voos com destino a países fora da área econômica europeia situados até 5.000 quilômetros do centro geográfico da União Europeia, a partir de 2029. Tomando [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Europeia publicou uma proposta de revisão do sistema europeu de comércio de emissões que amplia a cobrança sobre voos internacionais que partem do bloco. A medida prevê incluir voos com destino a países fora da área econômica europeia situados até 5.000 quilômetros do centro geográfico da União Europeia, a partir de 2029. Tomando Frankfurt como referência, voos para Istambul e Dubai passariam a integrar o novo alcance do sistema, enquanto voos para o Extremo Oriente, os Estados Unidos, o Brasil, a Índia e a China continuariam fora dele.</p>
<p>A proposta gerou reação imediata das companhias aéreas. À margem do Farnborough Air Show, o presidente da Emirates, Tim Clark, afirmou a jornalistas que a medida representa uma dupla cobrança, já que o Corsia, esquema global de compensação de emissões da aviação civil, já está em vigor e é apoiado pelo setor como o caminho adequado para tratar do tema. A declaração ocorreu no momento em que outras companhias aéreas também passaram a se posicionar em defesa de um acordo único, em vez de regras regionais sobrepostas.</p>
<p>A IATA foi ainda mais direta. Em nota, a entidade classificou a proposta como a repetição de um erro histórico, já desacreditado mais de uma década atrás, e alertou que as consequências seriam prejudiciais, gerando atrito em torno da extraterritorialidade, desacelerando a descarbonização global e corroendo a competitividade europeia, com viajantes e empresas do continente arcando com o custo. A entidade defende que a Comissão concentre esforços em fortalecer o mecanismo internacional já existente.</p>
<h2>Um tema com histórico de atrito</h2>
<p>A disputa não é nova. Em 2012, a tentativa da União Europeia de cobrar emissões de todos os voos internacionais que operassem em seu território já havia provocado reação de companhias do Golfo. A Emirates estimou, na época, gastos de mais de 40 milhões de euros só naquele ano com licenças adicionais, valor que ultrapassaria meio bilhão de euros em nove anos, dado que mais de um quarto de suas operações envolvia voos de e para a Europa. O episódio terminou com o bloco recuando e limitando o sistema a voos dentro do próprio espaço econômico europeu, abrindo caminho para a negociação do acordo global junto à Organização de Aviação Civil Internacional, concluído em 2016.</p>
<p>A proposta atual tenta evitar repetir esse desgaste. Segundo análises do setor, o novo sistema europeu funcionaria como um complemento ao esquema internacional, e não como substituto, justamente para evitar que companhias sejam cobradas duas vezes pelas mesmas emissões. A revisão terá vigência de quatro anos e dependerá de uma reavaliação de sua implementação em 2032. Caso o programa se mostre ambicioso e bem-sucedido até lá, o alcance do sistema europeu poderia voltar a se restringir a voos dentro da área econômica europeia e para o Reino Unido, a Suíça e Gibraltar.</p>
<p>A leitura de dupla cobrança não é consenso. Organizações ambientais avaliam que a Comissão recuou diante da pressão do setor aéreo. A ONG Transport &amp; Environment chamou a proposta de passo tímido, apontando que ela prorroga até pelo menos 2032 a isenção sobre voos que partem do bloco, sob a justificativa de incentivar o mecanismo global, resultado que, segundo a entidade, fica aquém das próprias recomendações técnicas da Comissão, cuja avaliação publicada junto com a proposta concluiu que o esquema internacional não é uma alternativa crível e exige reforço significativo.</p>
<p>O órgão da aviação civil das Nações Unidas, por sua vez, alertou que a iniciativa europeia pode ter efeito oposto ao pretendido, comprometendo o acordo que exige que a maioria das companhias compense o aumento de suas emissões em voos internacionais, argumento que reforça a posição dos Estados Unidos, também críticos da proposta.</p>
<p>A proposta ainda precisa ser negociada entre o Parlamento Europeu e o Conselho, processo que deve se estender pelos próximos meses, com votação prevista para o outono europeu. O resultado final dependerá do equilíbrio entre a pressão do setor por previsibilidade e competitividade e a cobrança de organizações ambientais por uma resposta mais consistente com as metas climáticas do bloco.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Por que o ESG deixou de ser opcional?</title>
		<link>https://walk4good.com.br/por-que-o-esg-deixou-de-ser-opcional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[robertabenamor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 14:24:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Sam Maryama, diretor da Walk4Good Há quem tenha olhado para a sigla ESG (Ambiental, Social e Governança) como uma tendência passageira, um verniz ou um mero capricho de investidores ativistas. O cenário atual, contudo, se encarregou de enterrar essa visão cética. Hoje, a busca por políticas, processos e certificações socioambientais não é apenas uma escolha estratégica, é uma questão [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span class="TextRun SCXW139123966 BCX0" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW139123966 BCX0">Por Sam Maryama, diretor da Walk4Good</span></span><span class="EOP Selected SCXW139123966 BCX0" data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"><br />
</span></p>
<p><span data-contrast="auto">Há quem tenha olhado para a sigla ESG (Ambiental, Social e Governança) como uma tendência passageira, um verniz ou um mero capricho de investidores ativistas. O cenário atual, contudo, se encarregou de enterrar essa visão cética. Hoje, a busca por políticas, processos e certificações socioambientais não é apenas uma escolha estratégica, é uma questão de sobrevivência e relevância de mercado.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Assistimos a uma explosão na demanda por evidências concretas de sustentabilidade. O mercado está saturado de promessas e discursos bem-intencionados. A era do </span><i><span data-contrast="auto">greenwashing</span></i><span data-contrast="auto"> e do </span><i><span data-contrast="auto">social washing</span></i><span data-contrast="auto"> está sendo asfixiada por uma exigência implacável de dados auditáveis. Investidores, órgãos reguladores e o próprio consumidor final não querem mais saber o que as empresas </span><i><span data-contrast="auto">pretendem</span></i><span data-contrast="auto"> fazer, mas sim o que elas </span><i><span data-contrast="auto">efetivamente fazem</span></i><span data-contrast="auto"> e como conseguem </span><i><span data-contrast="auto">provar</span></i><span data-contrast="auto">.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Nesse ecossistema de cobrança por transparência, o Relatório de Sustentabilidade assume o papel de protagonista. Longe de ser um livreto institucional protocolar para preencher tabela, o relatório se consolidou como uma ferramenta de gestão viva e um documento de prestação de contas vital. É nele que a estratégia se traduz em números, que os riscos climáticos são mapeados e que o impacto social é mensurado sob metodologias globais e rigorosas.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A adoção de práticas robustas e a busca por certificações não devem ser vistas como barreiras burocráticas ou custos adicionais, mas sim como vetores essenciais de eficiência e perenidade para os negócios. Ao estruturar processos ESG, as companhias promovem uma sólida mitigação de riscos, protegendo-se contra crises reputacionais, sanções regulatórias e passivos ambientais ou trabalhistas. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Além disso, essa postura é crucial para a atração de capital, uma vez que fundos de investimento e linhas de crédito verde fecham suas portas para organizações que não evidenciam sua governança e responsabilidade socioambiental. Por fim, ele se consolida como uma clara vantagem competitiva, permitindo que empresas transparentes atraiam e retenham talentos que buscam propósito, ao mesmo tempo em que conquistam a preferência de consumidores cada vez mais conscientes.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O recado do mercado é claro: a governança corporativa moderna exige rigor científico e métricas claras no pilar da sustentabilidade. Comprometer-se com o ESG, estruturar processos internos e publicá-los de forma transparente em um relatório robusto não é mais um diferencial competitivo para o futuro. É o preço de entrada para o presente.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Em suma, a agenda ESG deixou definitivamente o campo das intenções para se consolidar como o alicerce da longevidade corporativa. Negligenciar a transparência, a mitigação de riscos e a prestação de contas por meio de dados auditáveis não é apenas um erro estratégico, mas um passaporte para a obsolescência de mercado.</p>
<p>Diante de investidores criteriosos e consumidores conscientes, o futuro pertence às organizações que compreendem que a sustentabilidade não é um custo, mas o investimento mais seguro para garantir sua própria perenidade. Mais do que se adaptar às novas regras do jogo, as empresas precisam liderar pelo exemplo, transformando dados em impacto real e responsabilidade em valor compartilhado.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
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		<title>Mais liberdade, mesma responsabilidade</title>
		<link>https://walk4good.com.br/mais-liberdade-mesma-responsabilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[robertabenamor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 15:03:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[CVM]]></category>
		<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[Relatório Sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Sam Maryama, diretor da Walk4Good A Comissão de Valores Mobiliários publicou em maio a Resolução CVM 244 e reacendeu um debate que já vinha se desenhando há algum tempo no mercado: o Brasil estava pronto para tornar obrigatória a adoção dos padrões internacionais IFRS S1 e S2? A resposta, por enquanto, é não. A nova [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Por Sam Maryama, diretor da Walk4Good</p>
<p class="x_MsoNormal"><span data-olk-copy-source="MessageBody">A Comissão de Valores Mobiliários publicou em </span><span>maio</span><span> a Resolução CVM 244 e reacendeu um debate que já vinha se desenhando há algum tempo no mercado: o Brasil estava pronto para tornar obrigatória a adoção dos padrões internacionais IFRS S1 e S2? A resposta, por enquanto, é não. A nova resolução substituiu a obrigatoriedade por um modelo chamado &#8220;Pratique ou Explique&#8221;, que dá às companhias abertas a possibilidade de adotar os padrões, mas também de comunicar ao mercado as razões pelas quais ainda não o fizeram. É uma mudança significativa, e ela tem uma justificativa legítima: implementar esses padrões exige dados consistentes, estruturas de governança maduras e integração entre áreas que, na maior parte das empresas brasileiras, ainda estão em construção.</span></p>
</div>
<div>
<p class="x_MsoNormal"><span>Para quem não está familiarizado com o tema, vale um passo atrás. Os padrões IFRS S1 e S2 foram desenvolvidos pelo ISSB, o conselho internacional que cuida dos padrões de sustentabilidade para o mercado de capitais. O objetivo deles é conectar os riscos e oportunidades socioambientais de uma empresa ao seu desempenho financeiro, de forma estruturada e comparável. Em termos práticos, isso significa responder a perguntas como: quais riscos climáticos afetam o nosso negócio? Como eles se traduzem em impactos financeiros? Eles estão incorporados à nossa estratégia? São informações que investidores, bancos e seguradoras cada vez mais querem ter antes de tomar decisões.</span></p>
</div>
<div>
<p class="x_MsoNormal"><span>E é aí que está o ponto central. A flexibilização regulatória não mudou o que o mercado demanda. Riscos climáticos continuam afetando cadeias de suprimento, condições de crédito e acesso a capital. A pressão por transparência sobre como as empresas gerenciam esses riscos não veio apenas da CVM e não desaparece com uma resolução. Ela vem de quem financia, de quem assegura e de quem investe. O que muda, na prática, é que as empresas agora precisam tomar uma decisão estratégica com nome e sobrenome: adotar os padrões ou explicar publicamente por que não o farão, e com qual argumento.</span></p>
</div>
<div>
<p class="x_MsoNormal"><span>Para a Walk4Good, esse novo cenário traz uma reflexão importante. Empresas que já vêm estruturando sua governança, organizando seus dados e entendendo como os riscos socioambientais afetam seus negócios têm muito mais condições de responder bem a essa exigência, seja adotando os padrões, seja justificando sua decisão com consistência. A resolução dá mais espaço para esse processo acontecer. E esse espaço, bem aproveitado, pode ser o ponto de partida para uma gestão de sustentabilidade mais sólida e mais conectada à realidade de cada organização.</span></p>
</div>
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		<title>Quando o clima entra em campo</title>
		<link>https://walk4good.com.br/2160-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[robertabenamor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 13:15:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Sam Maryama, diretor da Walk4Good Hoje é Dia Mundial do Meio Ambiente. Em seis dias, começa a Copa do Mundo. Bilhões de pessoas vão parar para assistir. É exatamente esse o tamanho de atenção que o clima precisa. O futebol é provavelmente o maior fenômeno cultural do planeta. Uma multidão se conecta ao mesmo tempo, torce para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Sam Maryama, diretor da Walk4Good</p>
<p>Hoje é Dia Mundial do Meio Ambiente. Em seis dias, começa a Copa do Mundo. Bilhões de pessoas vão parar para assistir. É exatamente esse o tamanho de atenção que o clima precisa.</p>
<p>O futebol é provavelmente o maior fenômeno cultural do planeta. Uma multidão se conecta ao mesmo tempo, torce para o mesmo time, sente a mesma emoção. Essa é exatamente a escala que a crise climática exige e que raramente conseguimos alcançar com dados, relatórios ou declarações de política ambiental.</p>
<p>Então, neste Dia do Meio Ambiente, prefiro falar de futebol. Ou melhor: falar de clima por meio do futebol.</p>
<p>Pela primeira vez na história, 48 seleções vão disputar uma Copa em três países simultaneamente. São 104 partidas, 16 cidades, e um volume incontável de voos, deslocamentos e energia consumida.</p>
<p>Estudos da Scientists for Global Responsibility estimam que esta edição pode gerar mais de 9 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, praticamente o dobro da média das últimas quatro Copas. Mas o dado que mais chama atenção é outro: análises do World Weather Attribution indicam que aproximadamente 1 em cada 4 jogos pode ocorrer em condições de calor consideradas preocupantes para atletas e torcedores. Em cidades como Miami, Dallas e Houston, o índice WBGT, que combina temperatura, umidade e radiação solar, pode ultrapassar os limites que especialistas em medicina esportiva consideram seguros. O pano de fundo é ainda mais preocupante: a NOAA emitiu alerta de El Niño para o período do torneio, com probabilidade superior a 80% de o fenômeno se estabelecer justamente entre junho e julho, elevando temperaturas e umidade nas cidades sede.</p>
<p>O calor extremo já é um adversário dentro de campo. E ele não precisa de convocação.</p>
<p><strong>O que os atletas estão dizendo</strong></p>
<p>Em maio deste ano, atletas de mais de 20 países assinaram uma carta aberta à FIFA. O argumento central era claro: as temperaturas crescentes já afetam a segurança, o desempenho físico e o bem-estar mental dos atletas.</p>
<p>Jimmy Keohane, do Galway United e signatário da carta, resumiu bem a situação: no calor do momento, você não vai decidir parar. Você espera que os organizadores do jogo te protejam.</p>
<p>Essa frase diz muito além do futebol. Quantas vezes, nas empresas e nas decisões do dia a dia, delegamos a consciência climática para depois?</p>
<p>A FIFA afirma ter incorporado a agenda climática ao planejamento de seus eventos por meio de uma Estratégia Climática oficial, com metas de redução de 50% das emissões até 2030 e neutralidade climática até 2040. Essas metas existem e precisam existir.</p>
<p>O desafio não está em formular compromissos. Está em transformá-los em ação verificável. Após a Copa de 2022 no Catar, um órgão regulador suíço classificou as alegações de neutralidade climática da entidade como não comprováveis. A distância entre o discurso e a prática é onde reside o maior risco, reputacional e, mais importante, climático.</p>
<p>Isso não é uma crítica isolada ao futebol. É o desafio central de toda organização que se propõe a agir pelo clima.</p>
<p><strong>Um convite para este 5 de junho</strong></p>
<p>A crise climática costuma parecer distante. Os dados são grandes demais, os prazos são longos demais, a responsabilidade parece difusa demais.</p>
<p>O futebol é o oposto disso. Ele é imediato, emocional, concreto. Você sente na pele quando o calor interrompe uma partida.</p>
<p>Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, o que proponho é simples: use a Copa como porta de entrada. Leve o tema para sua empresa, sua equipe, sua família. A consciência climática não precisa começar com um relatório científico. Às vezes ela começa com um jogo de futebol em pleno calor de junho e com a pergunta: por que está tão quente assim?</p>
<p>O planeta precisa que mais pessoas façam essa pergunta. E que não parem de fazê-la depois do apito final. Momento de reflexão pois todos nós temos que fazer escolhas melhores e agir.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>El Niño não é previsão do tempo. É variável de negócio.</title>
		<link>https://walk4good.com.br/el-nino-nao-e-previsao-do-tempo-e-variavel-de-negocio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[robertabenamor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 13:52:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Sam Maryama, diretor da Walk4Good Existe uma reunião de planejamento estratégico acontecendo agora em alguma empresa brasileira. Provavelmente há slides sobre cenário macroeconômico, juros, câmbio e geopolítica. O tema mudanças climáticas até aparece, muitas vezes dentro da agenda de ESG, que já ganhou espaço legítimo nas discussões de governança e gestão de riscos. Mas deve entrar com [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Sam Maryama, diretor da Walk4Good</em></p>
<p><span data-contrast="none">Existe uma reunião de planejamento estratégico acontecendo agora em alguma empresa brasileira. Provavelmente há slides sobre cenário macroeconômico, juros, câmbio e geopolít</span><span>ica. O </span><span>tema mudanças </span><span>clim</span><span>átic</span><span>a</span><span>s</span><span data-contrast="none"> até aparece, muitas vezes dentro da agenda de ESG, que já ganhou espaço legítimo nas discussões de governança e gestão de riscos. Mas deve entrar com maior profundidade</span><span> nas premissas de vendas, custos ou continuidade operacional</span><span> </span><span data-contrast="none">em toda a cadeia de valor das empresas</span><span>.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Essa lógica precisa ser revisitada.</span><span> </span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">As projeções mais recentes dos principais centros meteorológicos do mundo, entre eles o Centro de Previsão Climática da NOAA (agência oceânica e atmosférica do governo americano), indicam que as chances de El Niño ultrapassam 90% entre setembro e novembro de 2026, com possibilidade de evento de intensidade forte a muito forte entre o fim de 2026 e o início de 2027. O INPE e o INMET reforçam esse cenário, destacando maior probabilidade de eventos mais intensos ao longo do segundo semestre. A dúvida não é mais se o fenômeno vai acontecer, mas com qual intensidade e quais setores vão sentir primeiro seus impactos.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<h2><span data-contrast="auto">Por que isso importa para os negócios?</span><span data-ccp-props="{}"> </span></h2>
<p><span data-contrast="auto">O Super El Niño, como especialistas têm chamado, não afeta o território de forma uniforme. No Sul do país, a tendência é de chuvas acima da média. No Centro Oeste e Sudeste, aumento da probabilidade de condições mais quentes e períodos menos chuvosos. No Norte e Nordeste, maior risco de condições mais secas em amplas áreas, com impacto direto sobre rios, reservatórios e abastecimento. Esses padrões não são garantidos, mas são indicações estatísticas que orientam planos de contingência.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Esse mapa tem consequências práticas que se propagam em cadeia, com efeito dominó. O agronegócio sofre com instabilidade de safra e custos maiores de produção. Especialistas apontam que o fator climático pode adicionar quase 1 ponto percentual à inflação geral em 2026, em função de choques de alimentos e energia. Níveis de vários rios amazônicos já operam abaixo da média histórica, o que pressiona os corredores logísticos do Norte, responsáveis por grande parte do escoamento de grãos do país. O sistema elétrico, cada vez mais dependente de hidrelétricas, enfrenta o risco de acionar termelétricas, mais caras e mais poluentes. E o crédito rural, já pressionado por inadimplência elevada, pode se deteriorar ainda mais, com repercussões sobre bancos e seguradoras.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O problema é que os impactos não permanecem restritos ao clima. Eles contaminam cadeias produtivas, crédito, inflação, consumo, reputação e previsibilidade operacional.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O Brasil já experimentou parte dessa vulnerabilidade recentemente. As enchentes históricas no Rio Grande do Sul, em 2024, provocaram perdas estimadas em quase R$ 90 bilhões, segundo estudos de órgãos federais e organismos internacionais, interromperam cadeias logísticas e evidenciaram como eventos climáticos extremos deixaram de ser um risco periférico para se tornar uma variável econômica concreta.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Não é alarmismo. É a leitura que instituições como Bradesco BBI e Bank of America já estão fazendo em relatórios publicados neste mês, e que começa a influenciar decisões de portfólio e precificação de risco.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p>Três eixos de perguntas para guiar o diagnóstico:</p>
<p><strong>Onde sua cadeia está exposta?</strong></p>
<ul>
<li>Quais insumos vêm de regiões vulneráveis à seca?</li>
<li>Quais rotas logísticas podem ser afetadas?</li>
<li>Qual é o grau de dependência energética de fontes hidráulicas?</li>
</ul>
<p><strong>Sua cobertura de risco está atualizada?</strong></p>
<ul>
<li>As apólices de seguro estão alinhadas aos novos cenários de seca, enchentes e ondas de calor?</li>
<li>Os contratos de fornecimento contemplam cláusulas de força maior ou ajustes sazonais?</li>
<li>Há estratégias de proteção financeira para choques de preço de commodities e energia?</li>
</ul>
<p><strong>O tema já chegou ao planejamento estratégico?</strong></p>
<ul>
<li>O clima aparece apenas no relatório de ESG ou também nas premissas de vendas, custos e risco?</li>
<li>Há planos de contingência discutidos com área de risco, finanças e operações?</li>
<li>As decisões de investimento e expansão já incorporam cenários de El Niño e de eventos climáticos extremos?</li>
</ul>
<h2><span data-contrast="auto">Uma mudança de paradigma</span><span data-ccp-props="{}"> </span></h2>
<p><span data-contrast="auto">Eventos climáticos extremos estão deixando de ser exceção para se tornar a régua operacional. A história recente já mostra isso: a seca de 2022 e 2023 gerou perdas na ordem de dezenas de bilhões de reais para o setor produtivo brasileiro, segundo análises recentes da consultoria de riscos Aon.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A pergunta que fica não é sobre o El Niño de 2026 especificamente. É sobre quanto das operações e das decisões de negócio da sua empresa já incorporam o clima como variável permanente e não como evento para gerenciar quando chegar.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Pois sempre haverá um próximo. E empresas que ainda tratam clima como agenda paralela talvez descubram tarde demais que ele já passou a determinar custo, operação e competitividade</span></p>
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		<item>
		<title>Quando a sustentabilidade vira hábito, a empresa muda de verdade</title>
		<link>https://walk4good.com.br/sustentabilidade-que-se-vive/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[robertabenamor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 13:58:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Sam Maryama, diretor da Walk4Good A sustentabilidade mais poderosa de uma empresa não é a que aparece no relatório anual. É a que acontece numa terça-feira de manhã, quando ninguém está olhando: na decisão de não imprimir aquele documento, no gesto de apagar a luz ao sair da sala, na separação correta do resíduo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Sam Maryama, diretor da Walk4Good</p>
<p>A sustentabilidade mais poderosa de uma empresa não é a que aparece no relatório anual. É a que acontece numa terça-feira de manhã, quando ninguém está olhando: na decisão de não imprimir aquele documento, no gesto de apagar a luz ao sair da sala, na separação correta do resíduo antes do final do expediente. Pequenas ações, sim. Mas são elas que revelam se a cultura sustentável de uma organização é real ou apenas bem comunicada.</p>
<p>Os números do Brasil em 2025 ajudam a entender a dimensão do desafio coletivo. O país produziu mais de 81 milhões de toneladas de resíduos sólidos, dos quais 40% foram para destinações incorretas, incluindo aterros a céu aberto e lixões, práticas vedadas pela própria Política Nacional de Resíduos Sólidos. Do total gerado, apenas 4,5% foram efetivamente reciclado, muito abaixo da meta de 20% estabelecida pela PNRS para esse mesmo ano. Parte relevante desse passivo tem origem no ambiente corporativo, e parte relevante da solução também pode vir de lá.</p>
<p>O movimento nas empresas existe e avança. O Panorama Sustentabilidade 2025, conduzido pela Humanizadas, revela que 76% das organizações brasileiras já adotam práticas sustentáveis com algum grau de integração, e que 24% são consideradas inovadoras, com sustentabilidade efetivamente incorporada à estratégia de negócio. O desafio que persiste está na profundidade: menos da metade das empresas conecta sustentabilidade à gestão financeira, seja por meio de dados, metas ou indicadores concretos. Sem mensuração, o compromisso existe, mas não se transforma.</p>
<p><b></b>Quando a lógica do Reduzir, Reutilizar e Reciclar é levada a sério no cotidiano das operações, os resultados aparecem em dois lugares ao mesmo tempo: na pegada ambiental e no caixa. Reduzir o consumo de energia, água e papel não exige grandes investimentos; exige processos revisados, metas visíveis por área e lideranças que incorporam o comportamento que esperam dos times. Reutilizar materiais, equipamentos e embalagens é uma decisão operacional que, quando sistematizada, gera economia real e reduz a pressão sobre a cadeia de fornecedores. Reciclar corretamente, com coleta seletiva estruturada e destinação rastreável, é o piso mínimo de qualquer organização que leva a sério sua responsabilidade ambiental.</p>
<p>A separação de lixo para coleta seletiva já é adotada por 87% das médias e grandes empresas brasileiras, segundo a pesquisa FGV-SEBRAE. O passo seguinte, que ainda é o mais difícil, é garantir que essa separação seja feita corretamente por todos os colaboradores, em todos os turnos, com infraestrutura adequada e comunicação contínua. Coleta seletiva sem educação ambiental ativa produz material contaminado, que segue para o aterro de qualquer forma.</p>
<h3><b>O papel insubstituível das pessoas</b></h3>
<div class="x_elementToProof">Nenhuma política ambiental se sustenta sem o engajamento de quem está na operação. E engajar não é informar. É envolver. É dar às pessoas protagonismo real na construção das práticas: comitês internos com poder de proposta, metas por área que aparecem nos relatórios da empresa, reconhecimento para quem traz inovações, trilhas de formação que conectem o papel de cada colaborador ao impacto coletivo da organização.</div>
<div></div>
<div class="x_elementToProof">Esse investimento no capital humano da sustentabilidade tem retorno claro também na atração e retenção de talentos. Pesquisa da Deloitte mostra que metade dos jovens da Geração Z pode recusar empregos por preocupações ambientais, e que mais de 60% dos Millennials se sentiriam mais inspirados em empresas com uma boa política ESG. Estamos falando das duas gerações que hoje compõem a maior parcela da força de trabalho ativa no Brasil. Uma empresa que pratica sustentabilidade de verdade tem vantagem competitiva real no mercado de talentos.</div>
<div></div>
<div class="x_elementToProof">Uma organização que constrói sua cultura ambiental a partir do cotidiano ganha algo que nenhum relatório isolado consegue entregar: credibilidade. De quem pode abrir os processos, mostrar os números reais, incluindo os que ainda estão longe da meta, e sustentar o discurso com evidências que qualquer stakeholder pode verificar.</div>
<div></div>
<div class="x_elementToProof">O consumidor, o investidor e o colaborador de hoje querem se relacionar com empresas que tenham propósito. Que nesse contexto, é a soma de intenção, método e consistência. E consistência se constrói todos os dias, nas decisões pequenas, nas metas cumpridas, nas pessoas que sentem orgulho de onde trabalham porque sabem que o que a empresa diz é o que a empresa faz.</div>
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			</item>
		<item>
		<title>22 de abril é o Dia da Terra. Cuidar do planeta, porém, não tem data marcada.</title>
		<link>https://walk4good.com.br/22-de-abril-e-o-dia-da-terra-cuidar-do-planeta-porem-nao-tem-data-marcada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[robertabenamor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 19:07:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://walk4good.com.br/?p=2147</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Vanessa Ramalho, diretora executiva da Walk4Good O tema do Dia da Terra em 2026 é &#8220;Our Power, Our Planet&#8221;, e ele carrega uma premissa clara: o progresso ambiental não depende de uma única decisão histórica ou de um governo específico. Depende de continuidade. De organizações e pessoas que seguem em frente mesmo quando as câmeras [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><em>Por Vanessa Ramalho, diretora executiva da Walk4Good</em></p>
<p class="x_MsoNormal"><span data-olk-copy-source="MessageBody">O tema do Dia da Terra em 2026 é &#8220;Our Power, Our Planet&#8221;</span>,<span> e ele carrega uma premissa clara: o progresso ambiental não depende de uma única decisão histórica ou de um governo específico. Depende de continuidade. De organizações e pessoas que seguem em frente mesmo quando as câmeras se apagam e as conferências encerram.</span></p>
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<p class="x_MsoNormal"><span>É a partir dessa lógica que vale olhar para os dados. Não os das declarações de intenção, mas os que descrevem o estado real das coisas e o tamanho do caminho que ainda está à frente.</span></p>
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<h2 class="x_MsoNormal"><b><span>O que os números mostram</span></b><span></span></h2>
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<p class="x_MsoNormal"><span>Os dez países que mais emitiram gases de efeito estufa em 2025, entre eles o Brasil, respondem juntos por 66% das emissões globais. Com a União Europeia, esse número chega a 77%. A concentração é expressiva: a maior parte do problema está em um grupo relativamente pequeno de economias.</span></p>
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<p class="x_MsoNormal"><span>Os combustíveis fósseis representam cerca de 84% da matriz energética mundial, segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA). As fontes renováveis cobrem aproximadamente 11%. A meta acordada internacionalmente é triplicar essa participação até 2030, o que exige adicionar cerca de mil gigawatts de capacidade renovável por ano e investimentos da ordem de US$ 1,4 trilhão anuais, só nesse setor.</span></p>
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<p class="x_MsoNormal"><span>Há também um indicador que merece mais atenção do que costuma receber: o Dia de Sobrecarga da Terra, calculado anualmente pela Global Footprint Network. Ele marca a data em que a demanda humana por recursos naturais supera o que o planeta consegue regenerar no ano inteiro. Em 2025, essa data foi 24 de julho, oito dias antes do registrado em 2024. Nos últimos cinco meses de cada ano, o mundo opera no déficit ecológico. Esses números não são alarme, são diagnóstico.</span></p>
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<h2 class="x_MsoNormal"><b><span>O espaço entre o que se assina e o que se pratica</span></b><span></span></h2>
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<p class="x_MsoNormal"><span>A temporada de grandes conferências climáticas deixou compromissos importantes na mesa. A Walk4Good acompanhou de perto esses debates, incluindo a COP30 em Belém, e o que ficou mais evidente naquele espaço vale para qualquer fórum climático: acordos de plenária precisam encontrar equivalência nas decisões de negócio do dia a dia.</span></p>
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<p class="x_MsoNormal"><span>A agenda ESG chegou ao centro do debate empresarial. O que ainda é menos comum é ver essa agenda saindo do relatório anual e entrando no planejamento estratégico real, com metas verificáveis, governança clara e accountability que vá além do ciclo de comunicação.</span></p>
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<p class="x_MsoNormal"><span>As decisões de negócio, seja na escolha de fornecedores, nos modelos logísticos, na gestão de resíduos ou na política de produto, fazem parte de um sistema maior. Ignorar essa conexão não é neutralidade. É uma escolha com consequências mensuráveis.</span></p>
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<h2 class="x_MsoNormal"><b><span>Uma pergunta para levar além do dia 22</span></b><span></span></h2>
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<p class="x_MsoNormal"><span>O Dia da Terra tem uma função legítima: manter o tema presente, ampliar o alcance do debate, mobilizar quem de outra forma não estaria atento.</span></p>
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<p class="x_MsoNormal"><span>Mas o trabalho que importa não cabe em uma data.</span></p>
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<p class="x_MsoNormal"><span>Para quem toma decisões em empresas e organizações, vale uma pergunta objetiva: se os impactos ambientais das suas operações fossem completamente visíveis e mensuráveis para clientes, investidores e comunidades afetadas, o que mudaria na forma como você opera hoje?</span></p>
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<p class="x_MsoNormal"><span>A resposta diz muito sobre onde uma organização realmente está na sua jornada de sustentabilidade. E é a partir dela que o trabalho concreto começa.</span></p>
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<p>O post <a href="https://walk4good.com.br/22-de-abril-e-o-dia-da-terra-cuidar-do-planeta-porem-nao-tem-data-marcada/">22 de abril é o Dia da Terra. Cuidar do planeta, porém, não tem data marcada.</a> apareceu primeiro em <a href="https://walk4good.com.br">Walk4Good</a>.</p>
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