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	<title>Arquivos Geopolítica - Walk4Good</title>
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	<description>Somos uma consultoria especializada em aconselhamento estratégico em ESG e sustentabilidade</description>
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	<title>Arquivos Geopolítica - Walk4Good</title>
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	<item>
		<title>Sustentabilidade sob pressão: o que muda para os negócios 2026</title>
		<link>https://walk4good.com.br/sustentabilidade-sob-pressao-o-que-muda-para-os-negocios-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[robertabenamor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 12:48:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[transição energética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Sam Maryama, diretor na Walk4Good &#124; sam.maryama@walk4good.net O ano de 2026 está direcionando decisões globais e pode marcar uma virada decisiva na agenda local de sustentabilidade. Conflito que envolve EUA e Irã, guerra entre Rússia e Ucrânia, alta no preço do petróleo, aplicação de tarifas no comércio internacional e acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entram na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>por <strong>Sam Maryama,</strong> diretor na Walk4Good | sam.maryama@walk4good.net</p>
<p>O ano de 2026 está direcionando <strong>decisões globais </strong>e pode marcar uma <strong>virada decisiva na agenda local</strong> de sustentabilidade.</p>
<p>Conflito que envolve EUA e Irã, guerra entre Rússia e Ucrânia, alta no preço do petróleo, aplicação de tarifas no comércio internacional e acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entram na pauta estratégica dos negócios. No Brasil, as eleições deste ano podem redefinir a agenda de sustentabilidade conforme a visão do novo governo que assumir em 2027.</p>
<p>Em um cenário moldado por intensas transformações geopolíticas, mudanças climáticas e avanços tecnológicos, empresas e governos são pressionados a responder com soluções concretas, integradas e inovadoras. E quem está na operação diária tenta manter <strong>execução estratégica, métricas robustas e impacto</strong>.</p>
<p>A incorporação de dados climáticos à estratégia empresarial tem crescido, impulsionada pela intensificação de eventos extremos em todo o mundo. Esse cenário acelera a atuação de governos, ONGs e empresas na criação de regulamentações que promovam mitigação e adaptação das cidades, florestas e demais áreas públicas e privadas. Ao mesmo tempo, mais pessoas compreendem como as causas e os impactos da crise climática afetam seu cotidiano, e essa conscientização tem estimulado mudanças de comportamento entre aqueles com maior poder de escolha e engajamento.</p>
<p>De acordo com a pesquisa da <strong><em><a href="https://www.pwc.com/gx/en/issues/c-suite-insights/voice-of-the-consumer-survey/2024.html">PwC Voice of the Consumer Survey 2024</a></em></strong><em>, </em>mais de 80% dos consumidores estão dispostos a pagar um valor adicional por produtos sustentáveis, mesmo em um cenário de instabilidade econômica. Esse movimento se reflete no aumento consistente dos investimentos empresariais.</p>
<p>Dados da <strong><em><a href="https://www.iea.org/">International Energy Agency </a></em></strong>demonstram que empresas com processos totalmente digitalizados podem reduzir o consumo de energia em até 28% quando comparadas àquelas que operam com modelos híbridos.</p>
<p>No contexto brasileiro, o estudo <strong><em>Panorama ESG 2025</em></strong>, da PwC, reforça essa tendência: 78% das organizações pretendem ampliar suas iniciativas sustentáveis até 2027, impulsionadas principalmente por exigências regulatórias, fortalecimento da cultura interna e pressão crescente de consumidores e demais stakeholders.</p>
<h2><strong>Confira 4 tendências em Sustentabilidade:</strong></h2>
<ol>
<li><strong> Transparência e rastreabilidade ao longo da cadeia de valor</strong></li>
</ol>
<p>Com stakeholders mais atentos e regulações mais rigorosas, a rastreabilidade se torna um elemento central da estratégia corporativa. Demonstrar origem, impactos e riscos em toda a cadeia produtiva, incluindo emissões indiretas, deixa de ser opcional.</p>
<p>Ferramentas digitais fortalecem a gestão de dados, ampliam a confiança do consumidor e reduzem vulnerabilidades reputacionais, especialmente em cadeias globais complexas.</p>
<ol start="2">
<li><strong> O destaque do pilar social no ESG</strong></li>
</ol>
<p>Embora o componente ambiental tenha dominado a agenda nos últimos anos, 2026 coloca em pauta o “S” do ESG. Temas como direitos humanos, pessoas refugiadas, fome, saúde e segurança entram no centro das discussões.</p>
<ol start="3">
<li><strong> Biodiversidade </strong></li>
</ol>
<p>A sustentabilidade corporativa evolui para uma abordagem sistêmica, incorporando biodiversidade e saúde dos ecossistemas como variáveis estratégicas. Empresas líderes passam a mapear dependências ecológicas, riscos relacionados à natureza e impactos sobre o capital natural.</p>
<p>Frameworks como o TNFD* ganham relevância, orientando decisões de investimento, gestão de riscos e estratégias de restauração ambiental.</p>
<ol start="4">
<li><strong> Sustentabilidade como motor de valor econômico</strong></li>
</ol>
<p>Cada vez mais, sustentabilidade e desempenho financeiro caminham juntos. Empresas conectam metas ESG a riscos e oportunidades, indicadores econômicos, remuneração executiva e retorno sobre investimento, reforçando a sustentabilidade como vetor de resiliência e vantagem competitiva. O avanço das finanças sustentáveis e dos produtos financeiros verdes reforça esse movimento, amplia o acesso a capital e reduz o custo do financiamento.</p>
<h2><strong>Um novo capítulo para empresas, governos e sociedade</strong></h2>
<p>Diante de um planeta em transformação e mercados cada vez mais rigorosos, a sustentabilidade deixou de ser um diferencial para se tornar o núcleo da estratégia corporativa. A combinação de tecnologia, transparência e foco em resultados definirá os líderes capazes de navegar pelas incertezas de 2026, transformando compromissos em valor real. Afinal, o sucesso futuro não depende apenas do que as organizações entregam, mas da integridade com que operam para garantir a viabilidade dos negócios e o bem-estar da sociedade.</p>
<p><em>*A Força-Tarefa sobre Divulgação de Informações Financeiras Relacionadas à Natureza (</em><a href="https://tnfd.global/"><em>TNFD</em></a><em>) desenvolveu um conjunto de recomendações e orientações de divulgação que incentivam e permitem que empresas e o setor financeiro avaliem, relatem e atuem sobre as interdependências, impactos, riscos e oportunidades relacionados à natureza.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Cúpula do Clima em Belém abre com apelos por ação imediata e justiça ambiental</title>
		<link>https://walk4good.com.br/cupula-do-clima-em-belem-abre-com-apelos-por-acao-imediata-e-justica-ambiental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[robertabenamor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Nov 2025 19:05:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP 30]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Cúpula do Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Walk4Good, em Belém Sob forte simbolismo amazônico, a Cúpula do Clima, em Belém, começou na manhã desta quinta-feira (6), reunindo chefes de Estado, ministros e representantes de organismos multilaterais de mais de 70 países. O encontro, que antecede a COP30, abriu oficialmente as discussões com um tom de urgência e convergência em torno da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Walk4Good, em Belém</em></p>
<p>Sob forte simbolismo amazônico, a Cúpula do Clima, em Belém, começou na manhã desta quinta-feira (6), reunindo chefes de Estado, ministros e representantes de organismos multilaterais de mais de 70 países. O encontro, que antecede a COP30, abriu oficialmente as discussões com um tom de urgência e convergência em torno da necessidade de transformar promessas em ações concretas.</p>
<blockquote><p>Na plenária inaugural, realizada no Parque da Cidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a Amazônia “não é um território de exploração, mas um patrimônio de esperança e responsabilidade compartilhada”. Ele reforçou que sediar o encontro no coração da floresta “é um chamado ao mundo para olhar de perto o que está em risco e o que ainda pode ser salvo”. Lula defendeu que os países desenvolvidos cumpram seus compromissos de financiamento climático e apoiem as nações em desenvolvimento na transição para economias de baixo carbono.</p></blockquote>
<p>O primeiro painel, dedicado a florestas e oceanos, concentrou as atenções da manhã. Líderes da OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica), além de representantes da Indonésia e da República Democrática do Congo, que abrigam as maiores florestas tropicais do planeta, enfatizaram a necessidade de alinhar políticas de conservação, soberania e desenvolvimento sustentável. O tema dos oceanos foi incluído como extensão da pauta climática, reconhecendo o papel dos ecossistemas marinhos na absorção de carbono e na regulação climática global.</p>
<p>A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu a criação de mecanismos de cooperação tecnológica entre o Norte e o Sul global, afirmando que “a Amazônia não pode ser apenas uma causa, precisa ser parceira na transição verde”. Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, que participa remotamente, lembrou que “não há tempo para meias medidas” e que “cada fração de grau importa para bilhões de vidas”.</p>
<p>Entre os anúncios da manhã, destacou-se o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (Tropical Forests Forever Fund), que busca captar investimentos permanentes para proteger biomas tropicais. A iniciativa, apoiada por países europeus e latino-americanos, deve canalizar recursos para projetos de conservação, pesquisa e monitoramento de florestas.</p>
<p>A delegação brasileira também apresentou os primeiros resultados da preparação para a COP30, incluindo o avanço do Parque de Bioeconomia de Belém e o início das operações de transporte sustentável com ônibus elétricos e o barco movido a hidrogênio verde, desenvolvido pela Itaipu Parquetec. Os projetos foram apresentados como exemplos de implementação prática de soluções climáticas na região amazônica.</p>
<p>O clima da manhã foi de equilíbrio entre diplomacia e pragmatismo. Embora os discursos tenham reafirmado compromissos já conhecidos, como o limite de 1,5 °C e o reforço das metas nacionais (NDCs), o encontro serviu para reposicionar o Brasil e a Amazônia no centro da agenda global. A presença de povos indígenas e lideranças comunitárias na abertura reforçou o caráter inclusivo e simbólico da cúpula, marcada por apresentações culturais e pela diversidade de idiomas, sotaques e causas.</p>
<p>Para o período da tarde, a expectativa recai sobre o painel de Transição Energética, que reunirá ministros e especialistas em energia limpa para debater estratégias de descarbonização e segurança energética. Também estão previstas reuniões bilaterais entre países da América Latina, União Europeia e África para discutir financiamento climático e novas parcerias tecnológicas.</p>
<p>Os olhares se voltam, ainda, para o debate sobre o Novo Objetivo Coletivo Quantificado (NCQG), tema que promete dominar as conversas de bastidores. O Brasil tentará articular uma frente de países em desenvolvimento para pressionar por um aumento no volume de recursos do fundo atualmente fixado em US$ 300 bilhões anuais até 2035 e por regras mais claras de acesso.</p>
<p>À medida que Belém se torna o epicentro da diplomacia climática global, a Cúpula do Clima começa a desenhar o tom da COP30: o da ação concreta, do financiamento justo e da esperança que nasce da floresta.</p>
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