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	<title>Arquivos Belém - Walk4Good</title>
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	<title>Arquivos Belém - Walk4Good</title>
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		<title>Ceticismo predomina na avaliação da imprensa europeia sobre a COP30 e seus desdobramentos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[robertabenamor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 12:38:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agenda Climática]]></category>
		<category><![CDATA[COP 30]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) encerrou oficialmente na manhã de sábado (22), em Belém, após negociações que ultrapassaram o prazo oficial e se estenderam por mais de 30 horas. O resultado, um acordo que triplicou o financiamento para adaptação climática, mas excluiu qualquer menção aos combustíveis fósseis, provocou reações que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) encerrou oficialmente na manhã de sábado (22), em Belém, após negociações que ultrapassaram o prazo oficial e se estenderam por mais de 30 horas. O resultado, um acordo que triplicou o financiamento para adaptação climática, mas excluiu qualquer menção aos combustíveis fósseis, provocou reações que variaram da frustração à resignação na imprensa europeia.</p>
<p>A cobertura dos mais influentes veículos do continente não apenas revelou diferentes análises sobre os resultados da conferência, mas também uma percepção compartilhada: o multilateralismo climático sobreviveu, embora a urgência da crise não tenha sido correspondida com ações à altura. Além disso, a forma como cada publicação abordou o evento expõe divisões culturais, políticas e até geográficas dentro da própria Europa.</p>
<p>A BBC e a Deutsche Welle lideraram o grupo de críticas mais contundentes, mas com estilos distintos. A BBC adotou um tom mais crítico com pitadas de ironia, fazendo uso do comentário “Ouch!” após relatar o desdém saudita à União Europeia, e escolheu uma foto que mostra André Corrêa do Lago sentado, visivelmente cercado e pressionado por delegados em postura de confronto. O subtítulo “Brasil: não foi sua melhor hora” deixa claro o julgamento do veículo britânico.</p>
<p>Mais do que criticar os resultados, a BBC questionou a própria validade do formato das COPs, sugerindo que é “uma ideia de consenso que vem de uma era diferente. Não estamos mais naquele mundo”. A emissora detalhou como a tentativa brasileira de usar o “mutirão”, uma discussão em grupo ao estilo brasileiro, “piorou as coisas”. Negociadores de países árabes se recusaram a se juntar a grupos com defensores da transição energética. A União Europeia recebeu um recado direto dos sauditas: “Fazemos política energética em nossa capital, não na sua.”</p>
<p>A Deutsche Welle manteve uma crítica vigorosa, porém com foco maior nas vozes dos próprios negociadores. A manchete “COP30 termina com mais faísca do que explosão” estabelece um tom de decepção, mas o veículo alemão dedicou ampla cobertura a críticas internas, especialmente do panamenho Juan Carlos Monterrey Gomez, que afirmou que “a COP e o sistema da ONU estão falhando com as pessoas em escala histórica”, acusando as indústrias responsáveis pela crise, como a de combustíveis fósseis e as que impulsionam o desmatamento.</p>
<p>A DW também destacou a divisão entre países ricos e pobres, ressaltando a acusação do enviado da Tanzânia de que africanos foram forçados a “trocar vidas” por financiamento climático: “Era como se dissessem: ‘Se vocês não aceitarem a eliminação gradual dos fósseis, não podemos triplicar a adaptação.’ Dissemos: ‘Não podemos aceitar isso.&#8217;”</p>
<p>O Corriere della Sera merece destaque por seu foco singular: enquanto outros veículos criticaram o processo ou os petro-Estados, o jornal italiano colocou a liderança europeia sob rigoroso escrutínio. O diagnóstico foi claro: “decisões modestas devido à falta de vontade política, objetivos climáticos distantes”. O Corriere deu amplo espaço a vozes italianas, destacando a acusação do deputado Angelo Bonelli, do partido verde italiano AVS, que responsabiliza nominalmente Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, como “co-responsável, junto com sauditas e Emirados Árabes, pelo fracasso da COP30”.</p>
<p>Bonelli ainda afirmou que o governo Meloni e “a direita global podem se considerar satisfeitos por terem contribuído para alinhar as posições da Europa às de Trump e Putin, que trabalharam para sabotar as políticas climáticas”. O jornal também destacou que a crise climática custa à Itália mais de 300 euros por habitante ao ano em danos. O Corriere deu voz ao WWF, que alertou: “títulos sonoros e grandes promessas não se traduziram em ações significativas”, e à Legambiente, que lamentou a “grande oportunidade perdida pela Europa”.</p>
<p>Le Monde e The Economist compartilham uma crítica mais literária e intelectualizada, sem o sarcasmo direto da BBC. O jornal francês construiu sua narrativa em torno da contradição entre o símbolo poderoso da Amazônia e a fraqueza do acordo, descrevendo o cenário como “um centro de convenções em chamas num mundo em superaquecimento”, privilegiando uma ironia poética. O diagnóstico é transparente: o acordo “salva o multilateralismo, mas negligencia a urgência climática”, lembrando que a conferência ocorre 10 anos após o Acordo de Paris, no mesmo ano em que o limite de 1,5°C foi ultrapassado pela primeira vez.</p>
<p>The Economist adotou uma abordagem mais literária e irônica, fazendo referência ao poema de T.S. Eliot para o título “COP30 termina com um suspiro”. A matéria começa com o Papa sendo “projetado” na conferência para alertar que “a criação está gritando”, seguida pelo incêndio no local, que o cientista Michael Mann chamou de “metáfora perturbadoramente apropriada”.</p>
<p>A revista britânica foi áspera na comparação com a COP28 de Dubai, lembrando que em 2023 o acordo havia sido aclamado como “raro sucesso do multilateralismo”, liderado por um petro-Estado. Dois anos depois, em Belém, “o texto não faz referência direta alguma aos combustíveis fósseis”, tornando o acordo um “fumaça” em sua ironia. The Economist destacou ainda o “resultado medíocre” e a ideia de que o sistema das COPs funciona porque os compromissos são voluntários, não exigindo nada concreto.</p>
<p>O Guardian e o Público adotaram posições intermediárias, oferecendo críticas vigorosas, mas reconhecendo também nuances de esperança e complexidade. O Guardian sintetizou a conferência em três palavras em seu título: “Fúria, confusão e gratidão”, refletindo a complexidade do evento. O veículo britânico focou em problemas processuais, incluindo a aprovação de textos pelo André Corrêa do Lago sem permitir manifestações das delegações, o que gerou protestos e interrupção da sessão plenária.</p>
<p>Ainda assim, o Guardian transmitiu a mensagem do enviado climático da ONU, Simon Stiell: “Não estou dizendo que estamos vencendo a luta climática. Mas estamos inegavelmente ainda nela, e estamos lutando de volta.” Uma crítica com esperança residual.</p>
<p>O Público português foi o mais explicitamente interrogativo com o título “Afinal, o acordo da COP30 é bom ou mau?”. O jornal apresentou os dois lados, destacando a criação do Mecanismo de Transição Justa e a ausência de roteiros sobre combustíveis fósseis e florestas. Também deu espaço a críticas sobre a falta de transparência e à forte controvérsia no plenário de encerramento, incluindo a oposição da delegada colombiana, que não aceita que a declaração final omita a causa da crise: “os combustíveis fósseis utilizados pelo capital”, qualificando qualquer omissão como “hipocrisia”. Apesar da crítica, o tom geral foi de perplexidade, não de condenação.</p>
<p>A Euronews seguiu uma estratégia diferente, funcionando como megafone para especialistas e ativistas, com menos análise própria. Destacou declarações de organizações como Oil Change International e Aliança Global das Energias Renováveis, adotando uma postura formalmente mais neutra, porém resultando em uma cobertura dura pelas vozes predominantemente críticas que escolheu amplificar.</p>
<p>O canal apontou que mais de 80 países, incluindo Alemanha, Reino Unido e Países Baixos, apoiaram um roteiro para eliminação gradual dos combustíveis fósseis, mas foram derrotados pela oposição de petro-Estados. Também observou um retrocesso em relação à COP28, quando quase 200 países concordaram com o abandono dos fósseis “de forma justa, ordenada e equitativa”.</p>
<p><strong>Cinco pontos de convergência na cobertura</strong></p>
<p>Apesar das diferenças de tom e abordagem, há consenso claro em cinco pontos na imprensa europeia:</p>
<ul>
<li>Vitória dos petro-Estados: Arábia Saudita, Rússia e aliados bloquearam menções aos combustíveis fósseis. The Economist informou que as “ameaças repetidas” do Reino Unido, União Europeia e Estados insulares do Pacífico de não aceitar acordo sem menção aos fósseis “não funcionaram”.</li>
<li>Insuficiência do acordo: Nenhum veículo considerou o resultado compatível com a urgência climática. The Economist foi explícito ao afirmar que a conferência reconheceu a necessidade de mais ação, mas “falhou em fornecê-la”.</li>
<li>Multilateralismo preservado, embora enfraquecido: Várias publicações ressaltaram que pelo menos não houve retrocesso.</li>
<li>Descompasso temporal crítico: Muitos destacaram que a COP30 ocorreu 10 anos após Paris e no ano em que o limite 1,5°C foi ultrapassado. The Economist lembrou que o relatório “Emissions Gap” da ONU, divulgado duas semanas antes, confirma que o aumento nas emissões provavelmente levará ao aumento da temperatura além de 1,5°C “em breve: provavelmente nos próximos cinco anos”.</li>
<li>Incêndio como metáfora: Diversos veículos citaram o incêndio no pavilhão da COP30 como símbolo perturbador do fracasso climático.</li>
</ul>
<p>A comparação revela que a imprensa europeia mantém a crise climática como tema central, dedicando recursos e análises sofisticados à COP30, embora revelando frustração com a própria Europa: a União Europeia chegou a Belém com a intenção de liderar a questão dos combustíveis fósseis e saiu de mãos vazias.</p>
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		<item>
		<title>Brasil e França impulsionam coalizão global contra desinformação climática</title>
		<link>https://walk4good.com.br/brasil-e-franca-impulsionam-coalizao-global-contra-desinformacao-climatica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[robertabenamor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2025 13:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agenda Climática]]></category>
		<category><![CDATA[COP 30]]></category>
		<category><![CDATA[agenda climática]]></category>
		<category><![CDATA[Belém]]></category>
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		<category><![CDATA[desinformação]]></category>
		<category><![CDATA[fake news]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Brasil e França lançam, na COP30, uma iniciativa inédita para combater a desinformação climática, fortalecendo a integridade da informação, o jornalismo investigativo e a inclusão do tema na agenda oficial das negociações globais.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words">Na conferência realizada em Belém, Brasil e França protagonizam uma iniciativa inédita para enfrentar a proliferação de <em>fake news</em> sobre as mudanças climáticas, com foco em fortalecer a integridade da informação e proteger o jornalismo investigativo.</p>
<p class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words">Por meio da Iniciativa Global para a Integridade da Informação sobre a Mudança do Clima, os dois países buscam centralizar o debate sobre desinformação climática nas negociações internacionais. A coalizão conta com apoio da ONU, da UNESCO e de outros governos, propondo soluções concretas para mitigar táticas como o negacionismo e o greenwashing.</p>
<p class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words">A relevância da iniciativa é reforçada pelo fato de que, pela primeira vez, o tema da integridade informacional entra oficialmente na Agenda de Ação do encontro, algo considerado inovador na diplomacia climática.</p>
<p class="font-claude-response-heading text-text-100 mt-1 -mb-0.5">Declaração global e compromisso multilateral</p>
<p class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words">Durante a conferência, foi assinada uma Declaração sobre Integridade da Informação Climática, que reúne compromissos de diferentes nações em três níveis: internacional, nacional e local.</p>
<p class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words">Até agora, países como Brasil, França, Canadá, Chile, Dinamarca, Alemanha, Espanha, Suécia e Uruguai já aderiram ao documento, demonstrando força política para transformar a luta contra a desinformação em uma agenda climática estratégica.</p>
<p class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words">A coalizão lançou um chamado à ação, sob a forma de um mutirão global, para apoiar projetos baseados em evidência científica:</p>
<ul class="[&amp;:not(:last-child)_ul]:pb-1 [&amp;:not(:last-child)_ol]:pb-1 list-disc space-y-2.5 pl-7">
<li class="whitespace-normal break-words">Serão aceitas propostas para pesquisa sobre desinformação climática</li>
<li class="whitespace-normal break-words">Desenvolvimento de ferramentas de comunicação e campanhas para educação midiática</li>
<li class="whitespace-normal break-words">Apoio a jornalistas que investigam temas climáticos</li>
<li class="whitespace-normal break-words">Projetos que aumentem a transparência em anúncios digitais relacionados ao clima</li>
<li class="whitespace-normal break-words">Iniciativas que promovam o letramento digital e midiático em torno das mudanças climáticas</li>
</ul>
<p class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words">As propostas selecionadas podem entrar para a Agenda de Ação Climática da conferência, o que significa que ideias emergentes ganham visibilidade internacional.</p>
<p class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words">Além disso, existe um Fundo Global para a Integridade da Informação Climática, gerido pela UNESCO, que será alimentado por doações para financiar projetos com impacto real.</p>
<p class="font-claude-response-heading text-text-100 mt-1 -mb-0.5"><strong>Por que isso importa</strong></p>
<p class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words">Em um contexto em que a desinformação climática pode minar a confiança pública em políticas ambientais, essa iniciativa surge como uma ferramenta diplomática estratégica. Frederico Assis, enviado especial para integridade da informação, afirmou que “informações falsas ou distorcidas podem minar a credibilidade de todo o processo, desestimular o engajamento da população e alimentar narrativas que legitimam o imobilismo.”</p>
<p class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words">Relatórios científicos também sustentam a urgência dessa pauta: o IPCC já alertou que a desinformação deliberada enfraquece a percepção pública de consenso científico, atrasando políticas climáticas.</p>
<p class="font-claude-response-heading text-text-100 mt-1 -mb-0.5"><strong>A estratégia brasileira: articulação e alianças</strong></p>
<p class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words">O Brasil articula uma rede nacional de organizações para reforçar essa pauta, reunindo instituições da sociedade civil, universidades e especialistas internacionais para ações conjuntas de combate à desinformação climática.</p>
<p class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words">Nina Santos, secretária-adjunta da Secretaria de Políticas Digitais, defendeu que é preciso mais do que checagem pontual: “soluções estruturais” como educação midiática são fundamentais para responder ao negacionismo climático.</p>
<p class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words">Durante o evento, o governo brasileiro também lançou documentos para lidar com a desinformação no contexto da publicidade digital. Em parceria com ONGs e cientistas, foram apresentados um guia jurídico para a integridade da informação climática e uma carta-compromisso para práticas mais transparentes na publicidade digital.</p>
<p class="font-claude-response-heading text-text-100 mt-1 -mb-0.5"><strong>Um novo paradigma</strong></p>
<p class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words">Essa iniciativa tem potencial para remodelar a geopolítica climática: ao colocar a desinformação no centro das negociações, Brasil e França sinalizam que a crise ambiental não pode ser enfrentada apenas com tecnologias e cortes de emissão, mas também com infraestrutura informacional — ou seja, construindo ecossistemas de informação robustos, baseados em evidência e resistentes a distorções.</p>
<p>Além disso, ao mobilizar governos, sociedade civil, acadêmicos e órgãos internacionais, a Iniciativa Global cria uma rede multissetorial que pode sustentar ações de longo prazo, mesmo após a COP30.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A um mês da COP30, Brasil busca resgatar imagem do evento</title>
		<link>https://walk4good.com.br/a-um-mes-da-cop30-brasil-busca-resgatar-imagem-do-evento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[robertabenamor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 19:55:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[COP 30]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Belém]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Trump]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Refluxo dos EUA sob Trump e repercussão negativa dos preços de hospedagem dão lugar a pautas mais positivas em setembro Alessandro Janoni, Diretor de Pesquisas e Tendências da IC Entre janeiro e julho deste ano, menções à COP30 em plataformas digitais brasileiras variaram de 11 mil a 21 mil ocorrências por mês. Em agosto, esse [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Refluxo dos EUA sob Trump e repercussão negativa dos preços de hospedagem dão lugar a pautas mais positivas em setembro</em></p>
<p><strong><em> Alessandro Janoni, </em></strong>Diretor de Pesquisas e Tendências da IC</p>
<p>Entre janeiro e julho deste ano, menções à COP30 em plataformas digitais brasileiras variaram de 11 mil a 21 mil ocorrências por mês. Em agosto, esse número quase triplicou – alcançou aproximadamente 54 mil menções contra 20 mil do mês anterior. O motivo foi a repercussão negativa dos preços das hospedagens em Belém, cidade-sede da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas em 2025.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignleft wp-image-2100 size-full" src="https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/COP30-BRASIL_-IC_01-1.jpeg" alt="" width="826" height="372" srcset="https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/COP30-BRASIL_-IC_01-1.jpeg 826w, https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/COP30-BRASIL_-IC_01-1-300x135.jpeg 300w, https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/COP30-BRASIL_-IC_01-1-768x346.jpeg 768w, https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/COP30-BRASIL_-IC_01-1-545x245.jpeg 545w, https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/COP30-BRASIL_-IC_01-1-660x297.jpeg 660w" sizes="(max-width: 826px) 100vw, 826px" /></p>
<p>Pesquisa da I<a href="https://iccom.com.br/">magem Corporativa,</a> que rastreou entre janeiro e setembro deste ano, quase 187 mil menções ao evento em sites de conteúdo noticioso e redes sociais no Brasil mostra que a crise teve impacto importante sobre o que se falou do evento em agosto – o Tone of Voice, que mede o saldo de imagem positiva da COP30 caiu de 118 pontos em julho para 92 pontos no mês seguinte. O índice, que varia de zero (extremo negativo) a 200 (extremo positivo), nunca tinha ficado abaixo dos 100 pontos, fenômeno que indica conteúdo predominantemente negativo.</p>
<p><img decoding="async" class="alignright wp-image-2094 size-full" src="https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/COP30-BRASIL_-IC_02.jpeg" alt="" width="819" height="361" srcset="https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/COP30-BRASIL_-IC_02.jpeg 819w, https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/COP30-BRASIL_-IC_02-300x132.jpeg 300w, https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/COP30-BRASIL_-IC_02-768x339.jpeg 768w, https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/COP30-BRASIL_-IC_02-545x240.jpeg 545w, https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/COP30-BRASIL_-IC_02-660x291.jpeg 660w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /></p>
<p>Em setembro, no entanto, o escore voltou a subir – foi para 122 pontos em meio à exposição que o governo promoveu da COP ao incluí-la como um dos eixos temáticos nas comemorações do dia da independência, além da divulgação de pautas positivas como facilidades na emissão de vistos dos participantes e estratégias de segurança pública para Belém durante o evento.</p>
<p>Mas as polêmicas sobre a infraestrutura de Belém não dominaram majoritariamente a exposição do evento nas plataformas digitais. Se na pesquisa anterior da Imagem Corporativa, que cobria o primeiro trimestre do ano, as pautas ambientais lideravam com participação de 34%, nos últimos seis meses, no entanto, acordos e tratados assumiram a ponta, com 38% (era 30% no primeiro trimestre). Subtemas correlacionados ao meio ambiente perderam sete pontos percentuais de participação no mesmo espaço de tempo (ficam agora com 27%).</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-2095 size-full" src="https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/COP30-BRASIL_-IC_03.jpeg.png" alt="" width="521" height="263" srcset="https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/COP30-BRASIL_-IC_03.jpeg.png 521w, https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/COP30-BRASIL_-IC_03.jpeg-300x151.png 300w" sizes="(max-width: 521px) 100vw, 521px" /></p>
<p>O resultado tem correlação com reflexos do governo Trump sobre o evento, especialmente a saída dos EUA do acordo de Paris, cortes de financiamento a programas de preservação e a reação dos BRICS ao tarifaço comercial do norte americano.</p>
<p>O dado é muito parecido com o obtido pelo rastreamento da cobertura da imprensa estrangeira feito pelo Grady College da Universidade da Georgia. No complemento do primeiro estudo, realizado em parceria com a IC e divulgado em março, percebe-se, na evolução dos últimos seis meses, picos de associação da COP30 às ações da nova gestão de Trump, principalmente em julho.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-2096 size-full" src="https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/COP30-BRASIL_-IC_04.jpeg" alt="" width="769" height="404" srcset="https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/COP30-BRASIL_-IC_04.jpeg 769w, https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/COP30-BRASIL_-IC_04-300x158.jpeg 300w, https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/COP30-BRASIL_-IC_04-545x286.jpeg 545w, https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/COP30-BRASIL_-IC_04-660x347.jpeg 660w" sizes="auto, (max-width: 769px) 100vw, 769px" /></p>
<p>Não à toa, nesse mesmo espaço de tempo, os EUA passaram a figurar como o segundo país mais citado em associação ao evento, só atrás do anfitrião Brasil. Em conteúdo, é o que apresenta proporcionalmente mais referências negativas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-2097 size-full" src="https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/COP30-BRASIL_-IC_05.jpeg" alt="" width="654" height="333" srcset="https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/COP30-BRASIL_-IC_05.jpeg 654w, https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/COP30-BRASIL_-IC_05-300x153.jpeg 300w, https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/COP30-BRASIL_-IC_05-545x278.jpeg 545w" sizes="auto, (max-width: 654px) 100vw, 654px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Impacto sobre governo do Pará tem saldo positivo</strong></h2>
<p>Quando se observa a exposição do Governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), em associação à COP30, percebe-se impacto expressivo do evento sobre a cobertura da gestão, tanto em termos quantitativos como qualitativos.</p>
<p>No ranking geral de exposição dos governadores, elaborado pela Imagem Corporativa de janeiro a setembro deste ano, o emedebista é o décimo segundo colocado dentre os 27 mandatários estaduais, com aproximadamente 2% de Share of Voice. Ao se filtrar os dados relativos ao evento da ONU, o paraense lidera com 51% e tem mediação técnica do jornalismo profissional (imprensa) em 90% dos casos. A COP aparece em mais de 40% das menções a Helder nas plataformas digitais do país.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-2101 size-full" src="https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-booster.jpeg" alt="" width="713" height="496" srcset="https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-booster.jpeg 713w, https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-booster-300x209.jpeg 300w, https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-booster-449x312.jpeg 449w, https://walk4good.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-booster-660x459.jpeg 660w" sizes="auto, (max-width: 713px) 100vw, 713px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre a qualidade do conteúdo, o evento tem impacto positivo de 20% sobre a imagem do governo paraense – quando associados, o índice de Tone of Voice do emedebista chega a 134 pontos, 23 pontos percentuais acima de sua média geral.</p>
<p>O post <a href="https://walk4good.com.br/a-um-mes-da-cop30-brasil-busca-resgatar-imagem-do-evento/">A um mês da COP30, Brasil busca resgatar imagem do evento</a> apareceu primeiro em <a href="https://walk4good.com.br">Walk4Good</a>.</p>
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